No fim de
outubro eu e o Vini fizemos nossa primeira viagem desde que chegamos aqui, dá
pra acreditar que demorou tanto? Na verdade, eu nunca senti que havia sido algo
que tinha demorado a acontecer, porque nós estávamos aproveitando muito em
Dublin e na fase de turistas por aqui. Até que chegou o dia em que sentimos a
necessidade de conhecer novos lugares, afinal, esse é um dos motivos pelo qual
um intercâmbio na Irlanda é ideal para aqueles que gostam de viajar, né?
Eu devo
confessar que essa viagem veio em perfeito timing, não só pela vontade de novas
aventuras, mas também porque eu andava numa fase não tão boa. Estava bem
cansada da rotina de estudos e trabalho (ainda que bem mais leve do que a que
tinha no Brasil), resolvendo problemas de dinheiro e documentação pra renovar o
nosso visto aqui, o acabou me deixando com uma gripe que persistiu duas
semanas. E detalhe, tudo isso aconteceu junto com a chegada do nosso outono, que
mudou bastante o clima, apesar de deixar a paisagem mais bonita. Não se
preocupem, as coisas estão resolvidas agora e minha saúde melhorou muito depois
da nossa viagem. Já que no fundo, tudo que eu precisava era de um descanso pra
minha cabeça e pro meu corpo.
Pra nossa
primeira saída da Irlanda, optamos por um lugar que fosse próximo e que não
exigisse tantos dias pra gente conhecer, pois não queríamos perder aula e trabalho. Também estávamos pensando em um lugar que não fosse
completamente diferente de Dublin, pra servir como treinamento para as nossas
próximas viagens. Já que somos completamente amadores nessa história de viagem.
Edimburgo,
na Escócia, foi o destino ideal porque além de termos encontrados passagens em
promoções (apenas € 9,90 pela Ryanair), ainda era um lugar que eu sempre quis
conhecer e que ainda
era muito a nossa cara – até cheguei a cogitar um intercâmbio por lá, não vou negar. Honestamente, não poderia ter escolhido destino melhor.
Depois de duas semanas que voltei pra Dublin, sigo completamente apaixonada
pela cidade e gostaria muito de visitar novamente e aproveitar ainda mais. Eu
me imaginei vivendo na Escócia, sinceramente (aonde é que eu assino pra isso acontecer, por
favor?).
Nós viajamos um dia depois do furacão Ophelia
ter passado por aqui, então estávamos vivendo um momento meio estranho, de não saber muito o que fazer. Pra nossa sorte, o dia amanheceu lindo, com um sol raro de encontrar por
essas bandas. Por isso mesmo, quando aterrissamos na Escócia e descemos na
Princess Street, uma das ruas principais de Edimburgo, o contraste da
arquitetura gótica (nada suave), com as cores das construções e o sol de final
de tarde, trouxe um clima pra cidade que me fez pensar que nunca tinha visto
nada tão bonito. Parecia que a vida real estava sob efeito de algum filtro bem
bonito de instagram. Resumindo, fui impactada já na primeira impressão.

A verdade é
que Edimburgo tem um clima de nostalgia no ar, que me fez sentir como se estivesse sido transportada pra algo ali pelos
anos 1980/1990 – ou o que essas décadas representam no meu imaginário – e isso não é apenas pelas construções e arquitetura
marcantes. As
pessoas eram muito mais descoladas e autênticas, com muita referência do
movimento punk e grunge, e os estabelecimentos muito mais convidativos do que
eu passei a estar acostumada aqui em Dublin. Ou pode ser que não tenha sido nada disso e foi só o jeito como eu enxerguei a cidade.
Talvez eu
tenha sentido muito isso por causa de Trainspotting, que criou aquela ideia dos
jovens escoceses e que traz a atmosfera do que é a Edimburgo muito forte. Inclusive,
esse é um filme excelente (e a sequência que saiu esse ano também), não apenas por todas as referências do cinema cult e pela mudança nas narrativas ligadas a drogas, mas também por criar sensações que do que é
estar lá. Também traz uma noção muito boa de como é o sotaque escocês e de como eu sofri com ele nesses dias de viagem, quase que voltando imediatamente pra estudar mais.
Mas nem só
de referências a Trainspotting vive Edimburgo. Lá também é a grandiosa terra
que serviu de inspiração pra J.K Rowling escrever o universo Harry Potter. E
sabe o que é mais incrível? Isso também está no ar. Tudo parece cenário do
filme e diversas coisas nos faz lembrar Hogwarts e de cenas de magia dessa
saga que vive em nossos corações. Inclusive, é possível visitar o café em que a J.K ia pra escrever o primeiro livro e um tour pela cidade com os cenários
reais que serviram de inspiração pra saga. Infelizmente não tivemos a
oportunidade de fazer, mas quem sabe essa não é a desculpa ideal pra voltar,
né?
Além de
explorar um pouco da capital, também tivemos o prazer de realizar um tour gratuito
até o interior da Escócia (você não entendeu errado, eu disse gratuito). O
passeio dura um dia é uma experiência incrível, em que não tenho palavras pra
expressar o quanto vale a pena. No começo, estávamos em dúvida entre conhecer o
famoso Lago Ness ou embarcar nesse gratuito, mas optamos em economizar um
dinheiro e fazer uma doação para a empresa que realiza o tour. Tenho certeza que
qualquer um desses passeios que opte em fazer serão incríveis e espero
que não tenha que escolher como eu. Foi nessa viagem que conhecemos as vacas
escocesas, que são bem peludinhas e ruivas. Também passamos por monumentos,
castelo e vilarejos, tudo isso com um guia bem humorado e que não se cansava de
contar histórias sobre cada lugar e também sobre Sean Connery (um famoso
escocês).
A rota do tour gratuito pela Escócia (clica no mapa pra saber por onde passamos)
Esse foi o
único passeio que havíamos decidido fazer antes de chegarmos, porque
tínhamos que agendar com certa antecedência. As outras coisas fomos descobrindo
nos nossos dias por lá, o que trouxe
muitas surpresas e experiências positivas. Por isso, preparei essa listinha pra
recomendar os pontos altos dessa viagem que tá morando no meu coração (tudo
devidamente linkado para quem quiser saber um pouco mais):
♥ O hambúrguer
do
BRGR, que tem o preço fixo de £4 pra qualquer lanche na semana e que dá um
quentinho no coração
♥ O
tour
gratuito que me possibilitou conhecer um monte de lugares maravilhosos e históricos
É claro que além dessas poucas experiências existem diversas possibilidades nessa cidade. Há dezenas de parques, Jardim Botânico, Zoológico, Galerias e museus variados espalhados por todo o lugar. Além das coisas que fazem parte da cidade e que são interessantes, como os becos e cemitérios, paisagens. O que me fez pensar que apenas três dias foi bem pouco pra tudo que Edimburgo tem a oferecer. Agora só resta torcer pra outra oportunidade de explorar a cidade um pouco mais.
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| A famosa vaquinha escocesa e toda a simpatia. |
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Todas as fotos deste post foram tiradas por Vinícius Novaes, meu namorado e registrador oficial das nossas aventuras.
Sandy Quintans
@sandyquintans