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sexta-feira, 24 de março de 2017

Sabotagem Sem Massagem na Mensagem! Slam Resistência!

Sabotagem Sem Massagem na Mensagem! Slam Resistência!
Sou filha e irmã de poetas e a poesia sempre fez parte do meu cotidiano. Eu mesma já me arrisquei em versos livres e sonetos na adolescência. Por isso mesmo é impossível ignorar o Slam Resistência, encontro que acontece em todas as primeiras segundas-feiras do mês, a partir das 19hs, na Praça Roosevelt, em São Paulo.


Poesia Slam é uma batalha entre poetas com o microfone aberto para leitura de textos de autoria própria.  O microfone é aberto para quem quiser participar, sem precisar de inscrição prévia, como um sarau. 

O Slam Resistência surgiu em 2014, com a idealização de Del Chaves, que desde de criança fazia paródias e tinha habilidade com prosa e verso. O nome faz alusão  à "Quinta Resistência", reuniões sociais entre líderes e advogados ativistas.


Um júri popular é formado com o público presente e cada poeta tem até 3 minutos para fazer a leitura. Antes é dado o salve geral: Sabotagem sem massagem na mensagem! Slam resistência!
Quando o poema acaba, o autor é aplaudido e o júri grita a nota.


Segundo Chaves, o que eles fazem é "ativismo poético", com temas diversos, que vão de violência policial, contra a mulher, política até questões ambientais.




Pra quem não é de São Paulo pode acompanhar o  Slam Resistência no facebook. Pra quem é de lá, basta lembrar que é só aparecer na Praça Roosevelt toda primeira segunda-feira do mês às 19hs. 

Helen Quintans
@helenquintans

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Tudo o que você precisa saber sobre Roller Derby

Tudo o que você precisa saber sobre Roller Derby
Apesar da pouca idade, Drew Barrymore é uma das atrizes mais experientes e divertidas de Hollywood. A atriz que já coleciona 63 títulos, em 2009 decidiu rodar seu primeiro longa como diretora e nos trouxe Ellen Page no papel principal (a queridinha de Juno). Quer saber sobre o que o filme de Drew falava? Sobre um esporte muito divertido, o Roller Derby.

Roller Derby é um clube da Luluzinha, já que só mulheres podem praticar o esporte.  O jogo é simples, consiste em uma pista redonda e dois times de cinco patinadoras cada. Dividido em dois tempos de 30 minutos, o objetivo parece fácil. Uma das meninas, chamada de Jammer , leva uma estrela no capacete e tem como objetivo ultrapassar todas as oponentes da pista. A função do resto do time é bloquear a passagem e ajudar a Jammer, por isso são chamadas de Blockers. A cada ultrapassagem o time ganha um ponto, por fim ganha o time que pontuar o máximo de vezes.

O mais legal desse jogo é que por mais que seja um jogo de mulherzinha, de mulherzinha mesmo não tem quase nada.  As blockers têm de usar o corpo para impedir as adversárias, por isso empurrão e “chega-pra-lá” é totalmente permitido.  As únicas coisas proibidas são usar as mãos para derrubar oponentes e chutes. O resto tá liberado. Talvez por isso os hematomas sejam os grandes troféus das meninas que praticam o Roller Derby, elas sempre mostram com orgulho. Em muitas partidas existe até um mural da dor para exibirem os melhores hematomas, que elas chamam de “Wall of pain”.

Uma coisa que tem atraído as meninas a praticarem esse esporte, é que além de divertido, qualquer uma que esteja disposta a praticar pode. Não há restrições sobre altura, peso ou aparência. Estilo também é algo sem restrições, as meninas customizam seus uniformes e sempre colocam muito estilo na hora das partidas. Meias arrastão, muita maquiagem e cabelos coloridos são itens que não faltam na pista. Além das roupas as meninas também possuem nomes pro jogo, ninguém vai pra pista com seu nome verdadeiro.  A questão do nome é levada tão á sério que existe uma lista mundial para evitar repetições, tudo catalogado pela WFTDA (Women’s Flat Track Derby Association), a associação internacional responsável pelo esporte.

Em 2009, surgiu aqui no Brasil a primeira liga brasileira de Roller Derby. O Objetivo dessas meninas é colocar o esporte nos jogos olímpicos e criar ligas oficiais de competição. Meninas do país inteiro estão se preparando para a Copa do Mundo que será realizada no mês que vem no Canadá, embora ainda não exista nenhum campeonato aqui no Brasil. Se você gostou da ideia e tá querendo entrar nesse jogo, basta procurar a liga mais próxima. O melhor caminho é a página no Facebook da Roller Derby Brasil. Você só não pode esquecer o seu clássico patins quad speed, e dos itens de segurança como luvas, joelheira, cotoveleira, munhequeira e protetor bucal. Hematomas podem até ser bonitos no esporte, mas lesões não.


A Helen Quintans é louca pra formar uma liga. E então? Quem se candidata?






quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Divas do Pop em uma noitada.

Divas do Pop em uma noitada.
Quer saber como seria uma noitada de Lady Gaga, Beyoncé e Britney Spears? Pois é isso que o Kaiser Chiefs traz em seu novo clipe "Kind Girl You Are" do albúm The Future is Medieval.




Claro que não são as próprias divas, mas não deixa de ser muito divertido. E claro que nos dá uma noção de como seria essa bagunça.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

6 Bilhões de Outros.

6 Bilhões de Outros.
O fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand, depois de surpreeder o mundo com seu livro e documentário A Terra Vista do Céu, iniciou, em 2003, o projeto 6 Bilhões de Outros.

5.600 entrevistas foram gravadas em video, em 78 países, por repórteres que viajaram o mundo.
A exposição compõe um retrato sensível e respeitoso de diferentes meios sociais, faixas etárias, profissões, opções religiosas e diferenças étnicas.
Todos responderam as mesmas perguntas: O que você aprendeu com seus pais? O que você tem vontade de transmitir a seus filhos? Quais desafios você enfrentou? O que é o amor pra você?
 

No hall, dentro de oito yurts (tipo de tenda inspirada nas habitações dos nômades mongóis), dá pra assistir filmes com depoimentos sobre temas como amor, família, felicidade, casa, pais, desafios, perdão, sonhos, clima, progresso, etc. Você se  aproxima de pessoas que, provavelmente, nunca teria a possibilidade de encontrar e é transportado pela emoção e reflexão. Me emocionei profundamente com os relatos sobre o genocídio de Ruanda.
A video-exposição estará no Masp até 10 de julho. Então, se tiver oportunidade, vá visitar. Aposto, que como eu, você vai se emocionar. Super recomendo!


Os vídeos também podem ser vistos no site www.6milliardsdautres.org/saopaulo/index

MASP
Av. Paulista, 1578
Tel. (11) 3251-5644
Terça a domingo, das 11 às 18 horas (quinta, até 20h)
Ingresso: R$ 15 (grátis às terças)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Hatsune Miku - A diva virtual do J-Pop!

Hatsune Miku - A diva virtual do J-Pop!
Os japoneses sempre lançam tendências que mais parecem ter saído de um filme de ficção científica e dessa vez a novidade ( bom,  já tá rolando há algum tempo ) é a cantora Hatsune Miku. Ela tem 16 anos, é linda e não existe de verdade.

Trata-se de um software desenvolvido pela Crypton Future, que usa a tecnologia Vocaloid, criada pela Yamaha. Esse programa cria músicas a partir do que o usuário escreve e são interpretadas por personagens eletrônicos.
Embora a impressão que dê é de que se trata de um holograma 3D, a técnica de projeção é  praticamente a mesma usada nos shows do Gorillaz ( lembram?! ). O efeito é incrível!



Muito legal, né? Eu achei o máximo a sensação de realidade e os movimentos da personagem. As músicas são bem fofas!


Só pra relembrar:



Helen Quintans
@helenquintans

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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O Herói Anti-Americano

O Herói Anti-Americano

 Seth MacFarlane

   Desde que “Os Simpsons” estreou em 1990, os seriados animados nunca mais foram os mesmos. Criou-se um novo gênero dentro da animação, carregada de humor negro, situações bizarras, personagens que retratam uma América burra e acomodada e toneladas de referências à cultura pop mundial. De Bill Clinton a Smashing Pumpkins, todo mundo já deu as caras em Springfield. O furor causado pela série de Matt Groening foi tanto que abriu as portas para diversas outras séries animadas – ou não – de humor negro durante os anos 90, década em que o Cinema também ganhou seus mestres da cultura pop, como Quentin Tarantino, Robert Rodriguez, Guy Ritchie e muitos outros. Vale destacar também o surgimento de “South Park” e “Beavis and Butt-Head”, clássicos absolutos dos anos 90. 

   Toda essa balela que acabei de escrever é só uma introduçãozinha bacana para desbocar aonde eu quero chegar: Seth MacFarlane, um dos caras mais criativos e corrosivos da atualidade quando o assunto são séries animadas. Perto de completar 37 anos, o escritor, desenhista, animador e diretor nascido na cidade de Kent (Connecticut, USA) é atualmente o roteirista mais bem pago dos Estados Unidos. Além disso, foi eleito a celebridade mais inteligente da TV pela publicação Entertainment Weekly, desbancando uma pancada de gente boa.

   O principal alvo de MacFarlane é o mesmo de Osama Bin Laden: os Estados Unidos. Sua carreira concentra-se em 3 dos melhores desenhos da atualidade, “Uma Família da Pesada” (The Family Guy), “The Cleveland Show” e “American Dad”, todos no ar pela FOX e geralmente em seqüência, para a mais orgasmática alegria de seus fãs. Em comum, apresentam críticas nervosas ao “american way of life”, não poupando piadas maldosas sobre negros (o presidente Barack Obama sofre nessa categoria), deficientes, gordos, religião, consumismo, capitalismo e diversos temas que andam dando o que falar na América. Isso sem falar do alto teor sexual que provoca, principalmente, a nação GLS sem maiores rodeios. Juntos, esses desenhos são amados e odiados e, convenhamos, beeeeem mais politicamente incorretos do que “Os Simpsons”.

The Stupid American Way of Life


Uma radiografia sobre as 3 principais criações de Seth MacFarlane:

Uma Família da Pesada (The Family Guy)
   Estreou em 1999, exibido nos Estados Unidos pela FOX e no Brasil pela FX (pertencente à FOX). MacFarlane, além de ter criado a coisa toda, ainda dubla quase todos os personagens, mostrando uma incrível versatilidade. A história gira em torno do gordo Peter Griffin e sua família aparentemente normal. Sua esposa, Lois, é uma professora de piano. Juntos, tem três filhos: a adolescente Meg, motivo de chacotas pela falta de popularidade na escola; o adolescente Chris, gordinho, burro e completamente tapado; e o bebê Stewie, de orientação sexual ambígua, diabólico, racista e que fala britânico fluentemente. Completando a família, temos o cachorro Brian, que bebe e fuma compulsivamente e é dono de algumas das piadas mais sujas do seriado. O sucesso de Stewie e Brian foi tanto que os dois caíram na graça dos fãs e, se antes faziam referência à cultura pop, hoje fazem parte dela como verdadeiros ícones.

American Dad!
   Sua estréia ocorreu em 1º de maio de 2005, mas um bem-sucedido episódio piloto foi ao ar pela FOX 30 minutos após o popular Super Bowl XXXIX, em fevereiro do mesmo ano. Explora de forma mais profunda o estilo de vida americano e faz dela a coisa mais idiota, imbecil, sem graça e burra que alguém pode querer para sua vida. O american dad do título é o gordão Stan Smith, agente da CIA há mais de 20 anos e um cara desequilibrado. É nervoso, machista, só toma decisões erradas e não pensa duas vezes quando a meta é ferir os sentimentos dos outros. Ainda assim, Stan não é um sujeito malvado e sim apenas muito precipitado em suas atitudes. Tem como esposa Francine Smith, que encontrou o “milagre da maconha” para resolver um problema passado com depressão. Para completar a loucura, temos Roger, um ET salvo da Área 51 que sofre de graves distúrbios emocionais; Klaus Heissler, um peixe dourado que era esquiador olímpico e cujo cérebro foi modificado pela CIA por um cérebro de peixe.

The Cleveland Show
   Criação mais recente de MacFarlane, “The Cleveland Show” estreou em setembro de 2009 e serve como um spin-off de “Uma Família da Pesada”, uma vez que a história gira em torno da família de Cleveland Brown, que tanto sofreu com as piadas racistas de Peter Griffin & CIA, de quem foram vizinhos por anos. O ponto de partida é o dia em que Brown e sua família se mudam de Rhode Island para Stoolbend, Virgínia (“tchau, moreninhos”, como disse Stewie). Eles partem em busca de paz e pessoas menos imbecis, mas acabam se deparando com um cabeludo racista que carrega o orgulho sulista até na bandeira; um urso cabeçudo e o preconceito de todas as pessoas ao redor.

-Adolfo Ifanger.
adolfo-ifanger@hotmail.com
www.viagemacores.com

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Lançamento: O Livro de Eli (2010)

Lançamento: O Livro de Eli (2010)

 Bang Bang do Apocalipse

   Eu queria chegar pros camaradas Denzel Washington e Gary Oldman e dizer: "Caras, eu amo vocês! Até mesmo nos filmes mais merda, vocês foram fantásticos!". Porra, esses dois são muito bons! "O Livro de Eli" é um filme futurista, apocalíptico, religioso, de textura envelhecida e carregado de referências aos clássicos do Western dos anos 60 e 70. Esses ingredientes resultam em uma diversão curiosa, violenta e, apesar de esquecível, boa enquanto dura.

   Bem-vindos à mente perturbada de Eli (Denzel Washington), um sujeito tão mal encarado que, mesmo se você for vesgo e obrigatoriamente tiver que olhar torto, toma porrada na fuça. Ele vaga prá lá e prá cá em um território devastado há mais de 30 anos, um dia chamado de Nova York. Aliás, coitada de Nova York, né? Já foi destruída por dinossauros, ETs, godzillas, monstros de marshmallow, minhocões, terroristas (até na vida real!), homens de areia, lex luthors... Isso sem falar das centenas de dilúvios, terremotos, furacões, enchentes, vulcões (!!!) e outros desastres naturais e sobrenaturais que ninguém sabe de onde aparecem. Enfim, Eli carrega consigo a última cópia da Bíblia, um item valioso de sabedoria e salvação para todos os desiludidos da era pós-apocalíptica, mas que pode servir como uma arma de ganância nas mãos do malucão Carnegie (Gary Oldman), um sujeito mal amado cujo sonho é se aproveitar da ignorância das pessoas para fazer a cabeça delas com as palavras de Deus, construir cidades e ficar milionário da forma mais rápida possível.

   O que mais chama a atenção em "O Livro de Eli" é seu visual maravilhoso, que irá cativar qualquer apaixonado por filmes sobre apocalipse. Em certos momentos, lembra o clássico "Mad Max" (1979), mas talvez por causa das roupas usadas pela maioria dos vilões de estrada. É violento e movimentado, sem maiores frescuras. O filme é dirigido pelos irmãos gêmeos Allen e Albert Hughes, jovens talentosos que já nos presentearam com o ótimo "Do Inferno" (2001), com Johnny Depp e Heather Graham. Apesar de toda a ação, "O Livro de Eli" consegue criar terreno para discussões acerca religião, em como ela pode ser usada tanto para o bem das pessoas quanto para o mal, quando usado por pessoas de má fé.

NOTA: Bom


Por Adolfo Ifanger
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domingo, 1 de agosto de 2010

O fim das noites em que Jim Morrison e Pamela Morrison tentavam morrer

O fim das noites em que Jim Morrison e Pamela Morrison tentavam morrer
 
Algumas pessoas tem medo de morrer. Meu saudoso avô era uma dessas pessoas. Conforme os anos foram avançando, seus olhos cansados buscaram dentro de si intensos fragmentos de suas aventuras quando jovem. Era uma tentativa atemporal de se apegar a tudo aquilo que o fizera feliz até aquele momento. Os amigos, as histórias, as noites de paz, as anedotas que acontecem durante nossa breve trajetória  por esta terra. Ao se aproximar de algo tão misterioso e inevitável, meu avô apenas retraiu sua alma e a deixou voar, livre, como alguém que se joga no oceano sabendo que não é nada perto da imensidão de uma natureza enigmática, selvagem e transgressora.

   Indo na contramão, existem pessoas que procuram a morte. Jim Morrison foi uma dessas pessoas. Procurou a morte em seus filmes, livros, poesias e músicas. Procurou a morte nos braços de quem amava e de quem odiava, e procurou a morte nos palcos, até que a encontrou em uma solitária banheira em um hotel de Paris. Uma garrafa de whisky repousava vazia no chão e um leve sorriso desenhava-se em seu rosto, indicando que a morte real parecia ser tão melhor quanto aquela abstrata, tão procurada em sua obra. Era o fim das noites em que Jim Morrison tentava morrer.

   A London Fog foi um clube noturno que fez parte da efervescente cena psicodélica de Sunset Strip, um parque de diversões para todos os drogados, intelectuais, poetas, prostitutas e artistas vanguardistas da segunda metade da década de 1960. Estamos na cidade da Califórnia, Los Angeles, no ano de 1965. Em uma dessas noites aparentemente escritas pelo destino, Jim Morrison e Pamela Courson se conheceram na London Fog para, juntos, injetarem autodestruição em suas veias. Courson, nascida na cidade de Weed, também na Califórnia, tinha apenas 19 anos quando conheceu Morrison, então com 22 anos. Ela odiava estudar e era conhecida por ser uma pessoa reclusa, de poucos amigos e perdida dentro de seus pensamentos obscuros. Jim Morrison servia como uma ponte para Pamela adentrar um mundo onde alegria e dor misturavam-se de forma desconexa, borrando uma tela de cores ultrajadas e primais. Ficaram juntos por quase seis anos, e tiveram um relacionamento tumultuado.

   Encontrar Jim Morrison morto naquele fatídico dia de 3 de julho de 1971 levou Pamela à loucura. Muito mais do que uma ponte para um mundo de utopias, Courson (ou Morrison, como ela gostava de ouvir) havia perdido o seu maior vilão e o seu maior amor. Acabou isolando-se como antes daquela noite na London Fog, só que desta vez dividindo o aluguel de um pequeno apartamento em Los Angeles com dois amigos. Seus últimos anos de vida basearam-se em longas sessões de heroína, que levaram Pamela a mostrar instabilidade mental. Ela passava os dias comentando com as pessoas sobre a ansiedade de reencontrar o seu grande amor. Assim como Jim Morrison procurou pela morte por ser refém dela, Pamela procurou a morte por ser refém de Jim Morrison. A encontrou, enfim, no dia 25 de abril de 1974, levada daqui por uma fulminante overdose de heroína. Tinha 27 anos de idade, a mesma de seu eterno namorado.

Por Adolfo Ifanger

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Lou Reed e o lugar onde Caroline cometeu suicídio

Lou Reed e o lugar onde Caroline cometeu suicídio

 Assim que as autoridades tiraram os filhos dos braços de Caroline, nada mais sobrou no seu universo de pouca iluminação e esperança. "Este é o lugar onde ela estava deitada com a cabeça quando foi para a cama ontem à noite", narra Lou Reed, a voz embargada de emoção. "E este é o lugar onde nossos filhos foram concebidos... E este é o lugar onde ela cortou os pulsos". Encerrava-se, ali, uma das histórias mais angustiantes do rock.

   Em julho de 1973, Lou Reed tinha 31 anos de idade e há sete meses vivia sob a sombra de "Transformer", seu trabalho mais popular. Chamado de "poeta das ruas" por seus admiradores, Reed não parecia muito feliz com o sucesso de um disco marcado pela "alegria" - ainda que nas entrelinhas - e pela sua influência decisiva na propagação do glam rock pelo mundo. Como um bom poeta, Reed decidiu então mergulhar de alma em um universo de desespero, melancolia, tristeza e desesperança - uma temporada no inferno, como Rimbaud gostaria de chamar. Assim, em julho de 1973, foi lançado o disco "Berlin". Sobre a cinzenta Capital da Alemanha, somos apresentados ao casal Jim e Caroline rumo à implosão e ao esquecimento. Drogas, violência, sexo casual e suicídio perfumam o ambiente frio, calado. "O ciúme, a inveja. Existem certos assuntos que sempre se destacam, e o ciúmes é uma grande real. Mostre-me um homem que nunca foi ciumento", declarou Lou Reed ao jornal britânico "The Guardian" anos atrás.

A cantora Nico e Lou Reed no fim dos anos 60, época de Velvet Underground. 


   Inspirado na clássica história de "Otelo", escrita por William Shakespeare por volta de 1603, "Berlin" foi concebido como uma ópera rock e quebrou a cara de todos que esperavam por um novo "Transformer". Se as letras apresentavam uma profundidade de extremo impacto, as melodias não ficaram para trás: Reed costurou um caminho repleto de metais pesados e arranjos orquestrais de cortar o coração. O músico contribuiu apenas com o violão, e olhe lá. "The Kids" é tida como um dos momentos mais desesperadores da História do Rock, quando Caroline tem seus filhos retirados pelas autoridades, enquanto ouvimos crianças chorando e gritando para sua mãe. "Eu sou apenas um homem cansado", diz Jim, namorado de Caroline, "Sem palavras para dizer. Mas desde que ela perdeu a filha, são os olhos dela que se enchem de lágrimas. E eu estou muito mais feliz desta forma".

   Gravado em estúdios no oeste de Londres, na própria Berlim e na cidade de Nova York, a concepção de "Berlin" foi muito mais intensa do que parece. Na época de sua composição, Lou Reed estava rompendo com sua primeira esposa, a ex-garçonete Bettye Kronstadt. Ao mesmo tempo, Bob Ezrin, produtor do disco e fiel amigo de Reed, estava usando muitas drogas e todo o trabalho foi gerado ao lado de muitas viagens de LSD, heroína, cocaína e maconha. Ao fim da produção, Ezrin levou um ano inteiro para conseguir se recuperar da experiência. 

   Quando lançado, o disco chegou a ser chamado de "desastroso" pela revista norte-americana Rolling Stone. Sobre esse fato, Reed tem a resposta na ponta da língua: "Rolling Stone? Quem se importa? Eu não escrevo para eles". Mais uma vez, o poeta havia descido ao inferno e retornado ileso. Ele tinha apenas que juntar todos os cacos deixados pelo seu caminho pisado.

Por Adolfo Ifanger
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domingo, 25 de julho de 2010

Lançamento: Arcade Fire - The Suburbs (2010)

Lançamento: Arcade Fire - The Suburbs (2010)

Mais uma vez, canadenses do Arcade Fire ressurgem com brilhantismo.   

"Uma mescla de Depeche Mode com Neil Young". É assim que o Arcade Fire define este seu quarto lançamento, "The Suburbs" (cujo nome foi inspirado nos subúrbios de Houston, Texas), que verá a luz do dia só próximo 2 de agosto, mas que acabou vazando na internet e eu não perdi tempo. Quando falamos em indie rock, Arcade Fire surge como um dos principais nomes do gênero. É, acima de tudo, uma banda que não tem medo de experimentar novas sonoridades e que odeia soar igual em seus álbuns. Portanto, mesmo antes de seu lançamento oficial, "The Suburbs" já anda provocando gemidos de prazer da imprensa.

   O Arcade Fire foi formado em 2003 pelo casal Win Awards e Régine Chassagne. Hoje, são no total sete integrantes e todos multi-instrumentistas. Tirando o básico guitarra-baixo-bateria, os canadenses compõem suas viagens utilizando piano, violino, viola, violoncelo, xilofone, teclados, acordeão, harpa, bandolim, realejo (!!!) e qualquer outra coisa que sirva para se fazer música. Se deixar, o  septeto consegue compor utilizando um grampo de cabelo e uma furadeira cega.

   "The Suburbs" é apontado como um dos grandes lançamentos de 2010 e, ao ouvir às 16 faixas espalhadas em 1 hora de duração, fica evidente o por quê. Não que o álbum seja 100% maravilhoso - em alguns momentos torna-se monótono - mas é impossível não viajar de olhos fechados com as melodias brilhantes que emanam de "Sprawl", "Half Light I", "Ready to Start", da barulhenta "Empty Room" e da pós-punk "Month of May", a mais rápida do disco. É um álbum atraente do início ao fim, melodioso, iluminado e duro como uma rocha.

Ouça a "Ready to Start", ótima faixa do mais novo álbum do Arcade Fire:



NOTA: Bom

Por Adolfo Ifanger
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quarta-feira, 7 de julho de 2010

20 Anos sem Cazuza

20 Anos sem Cazuza

 No dia 7 de julho de 1990, morria um dos maiores poetas do rock brasileiro: Cazuza, em decorrência de um choque séptico causado pela aids, doença que contraiu cinco anos antes. Dono de uma personalidade polêmica, Cazuza marcou a geração da década de 80 com sua poesia de concreto, submersa por um romantismo torto e longe das convulsões causadas pela dançante new wave da Blitz, Gang 90 e outros grupos cômicos de então. Dentre suas maiores influências, estavam o blues de Janis Joplin, a MPB de Caetano Veloso e o samba de Adoniran Barbosa. Ingredientes dispersos entre si que criaram o universo de Cazuza e sua voz pausada, rasgada e muitas vezes gritada.

   Sua carreira teve início como vocalista e letrista do Barão Vermelho (foto ao lado), cujo primeiro álbum de estúdio foi lançado em 1982, sendo um dos primeiros clássicos da nova geração do rock nacional. De gravação tosca, repleto de guitarras altas e músicas chapadas como "Billy Negão", o Barão Vermelho ganhou destaque por estar a frente dos demais grupos da época. No ano seguinte, "Pro Dia Nascer Feliz" estourou para se tornar um dos maiores hinos da década, que já contava também com Ultraje à Rigor, Kid Abelha, Paralamas do Sucesso, Lobão e Lulu Santos completando o prolífero movimento musical. Em 1984, foi lançado "Maior Abandonado", tido como a obra-prima do Barão Vermelho até os dias de hoje. Regado a blues, rock de garagem e baladas viscerais, Cazuza mostra condições de ser o grande porta-voz de sua geração em momentos brilhantes como "Bete Balanço", "Suporte Baby" e a faixa-título. Não muito longe do Rio de Janeiro, mais precisamente em São Paulo, os Titãs estreavam em disco.

   Com o sucesso da banda crescendo dia após dia, surge a vontade de Cazuza em seguir carreira solo. Ele queria misturar rock com samba sem barreiras, mas o Barão Vermelho de Frejat pedia para seguir numa linha contrária. Em janeiro de 1985, ocorreu o histórico show da banda no primeiro Rock In Rio, onde Cazuza, enrolado na bandeira do Brasil, cantou "Pro Dia Nascer Feliz" enquanto o país vibrava com a volta da democracia. Era o fim da Ditadura Militar e o início de uma nova era. Ainda em 1985, Cazuza decidiu sair do Barão Vermelho e para isso teve que brigar com amigos, empresários e destruir um Disco de Ouro para mostrar seu descontentamento. No mesmo ano, o país via surgir Legião Urbana, RPM e Plebe Rude.

Assista ao clipe de "Ideologia", de Cazuza:


   No fim de 1985, estreou no "Fantástico" o clipe para a primeira música solo de Cazuza, "Exagerado". O sucesso foi estrondoso, abrindo para o cantor carioca todo um novo leque de experimentos sonoros, do jeito que queria. Seus álbuns solos - "Exagerado" (1985), "Só Se For a Dois" (1987) e "Ideologia" (1988) - somaram uma singela coleção de pequenas obras-primas do pop brasileiro. Já diagnosticado com aids e buscando tratamento nos Estados Unidos, o drama de Cazuza ganhou as ruas e virou um nojento reality show imposto pela mídia, que mostrava o cantor definhando diante das câmeras e lentes, cada vez mais fraco, distante e abatido. "Ideologia", a música, é um lúcido retrato de alguém que sabe que irá morrer em breve. Mas nenhuma canção sua carrega o poder de "O Tempo Não Pára", gravada ao vivo durante um show realizado pela Rede Globo em 1989. Mal parando em pé, Cazuza se despede de seus fãs, familiares e amigos cheio de raiva, sonhos e, ainda assim, cheio de esperança.

Por Adolfo Ifanger
www.viagemacores.com

sábado, 3 de julho de 2010

Flash Mob.

Flash Mob.

Eu amo Flash Mob e acho uma pena que  aqui no Brasil não aconteça nenhum tão legal quanto lá fora, na gringa. Pra quem não sabe, o Flash Mob acontece quando uma multidão se junta num lugar público pra realizar determinada ação inusitada ( previamente combinada ), e se dispersa tão rapidamente quanto se reuniu. Será que consegui  explicar direito? Bom, vocês vão entender assim que assistirem os meus preferidos!

Black Eyed Peas e o Flash Mob pra Oprah.

Esse é de longe o flash mob mais incrível que eu já vi. É o meu favorito ever! Em setembro de 2009, o grupo Black Eyed Peas quebrou o recorde de maior flash mob da história, ao reunir mais de 21 mil fãs na Avenida Michigan, em Chicago, nos EUA para comemorar a passagem da 24ª temporada do programa de Oprah Winfrey na TV.  Ao tocar ' I Gotta Feeling', a galera começou uma coreografia inacreditável envolvendo toda essa multidão. Foi lindo e eu senti muita inveja de quem estava lá. Fato.



T-Mobile Dance - Liverpool Strett Station

Esse flash mob sempre me faz sorrir. Numa estação de Liverpool, uma galera começa a dançar vários ritmos diferentes, contagiando pessoas de todas as idades. Acreditem, é o máximo!



Sound of Music - Central Station Atwerp - Bélgica

Mais de 200 dançarinos se apresentaram uma versão de "Do Re Mi", na Estação Central de Antuérpia. Com apenas dois ensaios eles fizeram essa façanha. Esses fantásticos quatro minutos aconteceram em  23 de Março de 2009. Era uma jogada de marketing para promover um programa de televisão belga, onde  estavam procurando alguém para desempenhar o papel principal, no musical "The Sound of Music". Reparem que tem gente de todo tipo, participando da ação. Isso é o que mais me atrai nos flash mobs.





100 Single Ladies - Picadilly Circus, London.

Para promover um show da Beyoncé, que rolou em Londres ano passado, 100 garotas ( lindas, diga-se de passagem ) dançaram Singles Ladies. Eu procurei um video com uma qualidade melhor, mas o único que eu achei estava sem aúdio. O melhorzinho é esse aí mesmo:



Thriller


Mais de 1500 detentos das Filipinas, fizeram esse tributo ao Michael Jackson. Com uma coreografia muito bem ensaiada, eles arrasaram dançando Thriller! Eu escolhi esse video, mas dá pra assistir vários outros deles. Acho que é assim que eles ocupam o tempo lá no Centro de Reabilitação. Seria bom se nossos presos fizessem algo assim, ao invés de promoverem violência, dentro e fora da cadeia, né?!




Bom, é isso!
Espero que gostem.

Por Helen Quintans
helenquintans@hotmail.com

terça-feira, 22 de junho de 2010

Lançamento: Cyndi Lauper - Memphis Blues (2010)

Lançamento: Cyndi Lauper - Memphis Blues (2010)

Ícone dos anos 80, Cyndi Lauper mostra faceta em um bom disco de blues 

   Grande ícone pop nos anos 80, Cyndi Lauper tirou a roupa e tomou um banho na mais pura lama blueseira que se possa imaginar. Mal dá para lembrar daquela Cyndi Lauper mega colorida, com aquele cabelo de poodle horroroso e com aquelas roupas extravagantes cantando pérolas como "Girls Just Want To Have Fun", pelos idos de 1984. Com cerca de 80 milhões de discos vendidos - 10 deles de singles - e respeitáveis 57 anos de idade (completados hoje dia 22 de junho, mesmo dia do meu aniversário: parabéns Cyndi!), a americana nascida em Nova York sabe que não dá mais para ficar quicando por aí fingindo ter 20 e poucos anos de idade - ela já era trintona quando lançou seu primeiro álbum de estúdio, "She's so Unusual"!. Pelo menos tomou vergonha na cara a tempo - o que dizer da Xuxa, que logo mais vai fazer 60 anos de idade e ainda estará vestida de fada?

 (Olha a Cyndi Lauper aí nos anos 80. Não parecia um pavão?)

   Cercando-se de ótimos músicos e convidados especiais - BB King, Johnny Lang, Charlie Musselwhite, Allen Toussaint e Ann Peebles - Lauper pega uma garrafa de birita, vai para o bar mais encharcado de Memphis e desenterra antigos e eternos clássicos do Blues de raiz. Não esperem pelo pop que consagrou a cantora - "Memphis Blues", como você já deve ter notado logo no início desta resenha mal escrita, é um disco de blues do começo ao fim. Mesmo Lauper não tendo a "dor" e a "angústia" necessários para ser uma cantora convincente do gênero, ela mostra bom gosto, boas interpretações (mas não ótimas) e capricha no repertório. O álbum foi todo gravado em algumas poucas sessões "ao vivo em estúdio" em março deste ano, no Electrophonic Studios (Memphis), produzido por Scott Bomar e pela própria cantora.

   Talvez o lance mais ousado a ser destacado é que, das 12 faixas presentes, 4 são originais de Cyndi Lauper: "Just Your Fool", "Shattered Dreams", "Down Don't Bother Me" e "Wild Women Don't Get the Blues", todas muito boas e executadas como se fossem clássicos das antigas. Isso mostra que a cantora não quis somente prestar sua homenagem ao blues - ela quis se enraizar, fazer parte desse universo peculiar e tradicional. As demais canções são releituras de Lil Green (1919-1954), Don Robey (1903-1975), Memphis Slim (1915-1988), Robert Johnson (1911-1938) e de outros. Ainda que longe de merecer estar na mesma estante de alguns medalhões como Muddy Waters, Eric Clapton e Albert King, Cyndi Lauper mostra que é capaz de fazer um disco de blues autêntico e analógico, sem parecer se preocupar com o atual mercado fonográfico.

NOTA: Ótimo
(Classificação: Ruim, Regular, Bom, Ótimo e Clássico) 

Ouça ao musicão "Just Your Fool", por Cyndi Lauper


Por Adolfo Ifanger

www.viagemacores.com

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Lançamento: Capital Inicial - Das Kapital (2010)

Lançamento: Capital Inicial - Das Kapital (2010)



Mais um disco sem ousadia do Capital Inicial, repleto por músicas pop previsíveis


   Ok, a primeira faixa deste mais novo disco do Capital Inicial, o single "Depois da Meia-Noite", é um rock básico bem legalzinho, com aquele tipo de letra sobre amizade e paisagens urbanas típicas das bandas de Brasília. Mas, e aí? No rock a coisa funciona assim: a maioria das bandas gosta de abrir seus discos com uma música bem agitada, a fim de criar a falsa ilusão de que estamos diante de um trabalho autêntico. Outro clichê só encontrado no rock é terminar um disco com uma baladona. "Ressurreição", a segunda faixa, mantém uma atmosfera equilibrada e misteriosa. É realmente uma música muito interessante, mas nada memorável.

   O Capital Inicial já foi uma das bandas mais bacanas da época de ouro do rock brasileiro (leia-se anos 80), mas desde que se meteram a fazer aquela droga de acústico em 1997, Dinho & CIA tem feito umas musiquinhas muito chulé. Às vezes eu vou no mercado aqui perto de casa e ouço na rádio uma baladas nojentas do Capital Inicial que nem o nome eu sei, mas que não deve em nada para Fresno e CPM 22, por exemplo. É até pior, levando em consideração o início punk dos brasilienses e clássicos de protesto como "Mickey Mouse em Moscou", "Psicopata", "Veraneio Vascaína" e "Fátima". Será que eles ficaram velhos demais, caretas demais, acomodados demais ou ricos demais?

   Olha lá o que eu disse: duas músicas agitadinhas depois e já entra o primeiro côco mole do álbum, a baladinha com cheiro de novela da Globo "Eu Quero Ser Como Você". Saca só a letra: "É verdade o que dizem de você/ que você não é como eu/ que sempre sabe onde ir/ e que nunca se perdeu". Essa riminha de "eu" com "perdeu" mostra a primeira deficiência do Capital Inicial. "A Menina que Não Tem Nada" poderia se chamar "Música Urbana 3" que ninguém iria reclamar. Mais uma música sobre uma garota perdida na vida, tema recorrente na obra do Capital Inicial. Soa como uma tentativa frustrada de mostrar aos fãs das antigas que a ideologia musical não se perdeu. Tentativa essa que não me convence. "Não Se Porquê" é outra baladinha que não fede nem cheira, mas que é sem graça. Estamos só com 2 pontos positivos até agora.

   "Melhor" é um poppy punk revoltado feito de coroas para adolescentes. As guitarras melodiosas remetem ao emocore que anda nos infernizando. "Eu tenho medo do mundo/ Eu tenho medo do que pode acontecer/ Eu tô cansado de tudo/ De tanto lutar e nunca vencer/ Pense no seu futuro/ Essa conversa sempre me dá sono/ Eu sou o rei da derrota/ E me sinto pequeno/ Aqui no meu trono". Caramba, que letra mais profunda. Me senti com 14 anos novamente. "Vamos Comemorar" mostra a linha que um disco do Capital Inicial segue: um rockinho e duas baladinhas, e assim sem maiores surpresas. Falta ousadia. Passado os minutos de sono que me deu com "Eu Sei Quem Sou", sou acordado pela pesada (o que eu disse?) de "Marte em Capricórnio",  a melhor faixa desde a longínqua "Ressurreição". Uma ótima música, que chega a me animar de verdade. O Capital Inicial deveria parar de pensar no dinheiro (contrariando a letra de "Marte em Capricórnio") e fazer mais músicas como esta, pois eles são bons quando fazem rock.

   Vamos se eu vou acertar. Chegamos na última faixa e eu espero por uma baladona clichê. E não é que acertei? Começa com violão, palmas... mais um pop chato pra cacete de auto-ajuda que só o Capital Inicial consegue cometer. Como canta Dinho nessa: "Se tem um começo, que tenha um fim". E o fim do disco chegou. Ufa! É, não foi desta vez camaradas.

NOTA: Ruim
(Classificação: Ruim, Regular, Bom, Ótimo e Clássico) 

Ouça à mela-cueca "Eu Quero Ser Como Você" 


Por Adolfo Ifanger
adolfo-ifanger@hotmail.com

domingo, 21 de fevereiro de 2010

'Aline' finalmente em dvd!

'Aline' finalmente em dvd!
'Aline', uma das nossas ( minha e da Sandy ) séries preferidas, finalmente chegou em DVD. São oito episódios que mostram as aventuras da personagem-título, baseada na obra do quadrinista Adão Iturrusgarai, às voltas com seus dois namorados, Otto e Pedro. Já postamos sobre ela, lembram?!
Das HQs para a tela da Globo, "Aline" se transformou em uma série de linguagem moderna. Abusando de efeitos e diferentes takes para marcar bem as emoções da protagonista, o texto é cheio de piadas rápidas, abordando temas típicos da juventude. Maria Flor se mostra totalmente à vontade na pele da jovem que trabalha numa loja de discos e se dá muito bem com seus dois namorados, vividos por Pedro Neschling e Bernardo Marinho. O episódio mais bacana é o  'TPM de Aline', onde o elenco arrasa nas interpretações.

Os episódios do box, com dois discos, compõem a primeira temporada de "Aline". Na TV, o primeiro episódio foi ao ar como especial de fim de ano em 2008 e os sete seguintes foram exibidos entre outubro e novembro de 2009, nas noites de quinta-feira da TV Globo. A série foi bem recebida e garantiu continuidade. Uma segunda temporada está prevista para 2010. Eba!
Agora vamos poder matar as saudades do figurino super descolado de 'Aline'.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Érika Machado.

Érika Machado.
Bom, hoje não falarei de tendências, nem de consumo. Quero dividir uma coisa diferente com vocês. As músicas da Érika me encantam pela simplicidade. Com letras encantadoras, a cantora retorna no álbum 'Bem Me Quer Mal Me Quer', deixando um pouco de lado os ruídos eletrônicos tão presentes em seu trabalho anterior, 'No Cimento', trazendo arranjos lindos de piano e muito violão.
Érika nasceu em Belo Horizonte e é formada em Artes Plásticas. Tímida, nunca imaginou que "levaria a vida de cigarra". Em 2006 lançou seu primeiro cd, produzido por John Ulhoa ( do Pato Fu ) e, como quem não quer nada, arrancou elogios e ganhou o prêmio de artista revelação da Associação Paulista dos Críticos de Arte, a APCA.

'Bem Me Quer Mal Me Quer' fala sobre amores e saudades, e minha faixa preferida é a 'Tanto Faz', embora eu esteja viciada em todas.
O site é uma graça e dá para ouvir as músicas por lá. Confiram!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Booh!

Booh!
 Pra quem mora em São Paulo e costuma andar de metrô com certeza já deve ter visto a TV minuto, que nada mais é do que uma programação exclusiva que passa pelas TVs dos vagões dos metrôs de Sampa. Os responsáveis por essa programação fazem parte de uma galera chamada Booh!

A idéia desse pessoal é fazer uma programação voltada pra arte. Tudo que for considerado arte, eles transmitem. O melhor de tudo é ter a programação de teatro, cinema, shows e exposições de arte da cidade que nunca dorme antes de ir trabalhar ou estudar, e até mesmo se programar para seu próximo passeio.
Além de receber ótimas dicas, de maneira divertida e original, a maioria dos eventos transmitidos  são de graça.
E pra quem não mora em Sampa, também pode acompanhar as programações da cidade pelo Site, que está repleto de coisas interessantes. Enjoy!

                                        

Para se encantar...

Para se encantar...
O Teatro Mágico foi criado em 2003, por Fernando Anitelli e é um projeto que reúne elementos do circo, teatro, poesia, música, literatura e do cancioneiro popular, juntando diferentes segmentos artísticos num mesmo espetáculo.


Graças a internet e ao boca a boca, é hoje a banda mais importante da cena independente e conseguiu atingir números superiores ao de muita banda consagrada.
As letras falam do cotidiano e dos vários personagens que temos que assumir no dia-a-dia. Os integrantes se apresentam caracterizados de palhaços, trazendo a idéia do 'personagem interno, existente em cada um de nós.


O figurino da trupe é bem colorido, o que deixa o espetáculo muito bonito visualmente. A 'boneca' Gabi Veiga, no tecido e nos malabares, é um show à parte.


Eu perdi a conta de quantas apresentações do TM eu já fui. A energia transmitida no show é incrível e você sai de lá renovado. Das letras ao figurino, tudo é mágico de verdade.


Para saber ( e se apaixonar ) mais, acesse o site.

Enfim...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Maria Flor e Seus Dois Namorados.

Maria Flor e Seus Dois Namorados.


Interpretada por Maria Flor, a série Aline tem como seu figurino uma atração à parte. A série foi inspirada nas tiras do cartunista Adão Iturrusgarai, que conta a história de uma bela jovem e seus dois namorados.
Com um figurino moderno, descolado e colorido, onde se mistura tudo, dos quadrinhos até as roupas da avó, Aline conquista o público com sua personalidade. Tem referências no rock e nas pin ups, e não tem medo de exagerar. Aline adora abusar dos acessórios, das meias calças, dos saltos altos e dos laços, e mostra que com pouca grana você pode sim ter estilo.

A série parou de ser exibida, mas se você quiser saber mais, ou rever trechos dos episódios acesse o Site.

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