terça-feira, 18 de junho de 2013

Bem-Me-Quer - A coleção de estreia da Antonieta Zumbi!

Bem-Me-Quer - A coleção de estreia da Antonieta Zumbi!
Esse é um projeto muito especial para mim. Um projeto que tem o apoio de amigos muito especiais que me ajudam, me motivam e participam ativamente do meu sonho. Então, antes de mais nada, meu muito obrigada à todos. 

A Antonieta Zumbi nasceu como um trabalho interdisciplinar da faculdade de Moda e depois de algum tempo guardada, resolvi resgatá-la do fundo da gaveta, apostar e desenvolver a primeira coleção oficial da marca.
Antonieta Zumbi é moderna, divertida e sofisticada. Recebe fortes influências do Indie e do street fashion europeu. 
Batizei a coleção de "Bem-Me-Quer", porque assim como a brincadeira, a menina que usará Antonieta não é previsível. Ela gosta de ousar e não se importa em chamar a atenção. Gosta de arte, música e poesia. É rebelde sem perder a delicadeza, doce sem ser enjoativa. A partir dessa inquietude, desenvolvi peças únicas, confeccionadas em tecidos nobres, com recortes e volumes que dão uma pitada rocker, num sofisticado divertido. E aí, se identificaram? 


Todos os desenhos foram feitos com entusiasmo, para agradar quem quer fugir do óbvio. Espero que gostem.

Helen Quintans
@helenquintans

Fotos: Helen Quintans
Modelos: Renata Cirigliano e Beatriz Quintans
Produção: Helen e Sandy Quintans
Styling: Helen Quintans e Vênia Silva
Make: Nandara Suellen
Assistente: Vinicius Novaes
Acessórios: Dixie Arte e Estilo e Vênia Silva

terça-feira, 11 de junho de 2013

Por que gostei de O Grande Gatsby.

Por que gostei de O Grande Gatsby.
Ler uma critica negativa de algo que quero muito assistir, ler ou ouvir, geralmente, me faz bem. Quando há mais ou menos um ano atrás eu fiquei sabendo dos rumores de lançamento de O Grande Gatsby, criei uma expectativa enorme, com razão. Sou fã do Leonardo DiCaprio desde criança, do tempo em que minhas tias colecionavam cartazes e recortes de revistas desse lindo, e fala sério, como esquecê-lo em Romeu + Julieta? Depois tinha Carey Mulligan, outra linda que está no meu coração desde Educação (embora já conhecesse desde Orgulho e Preconceito). E por último, Baz Luhrmann, o cara que deu vida (me deixe citar duas vezes)  a Romeu + Julieta e Moulin Rouge. Esses detalhes da vida não devem passar despercebidos. 
Depois da estreia em Cannes e nos Estados Unidos, criticas negativas sobre do filme não faltaram (aliás, não li nenhuma positiva). Mas uma coisa é certa, o frisson em torno do filme foi tão grande, que todos criaram uma expectativa enorme. Uns esperavam algo mais próximo da versão de 1974 e outros esperavam um musical no melhor estilo Moulin Rouge. Diversas marcas lançaram coleções inspiradas no filme e a trilha sonora virou estrela de muitos artigos, antes da estreia.
Finalmente chegou a vez de tirar minhas próprias impressões. Fiquei impressionada com o fato de que os dois grandes cinemas da cidade (em Campinas), só ofereciam uma sala do filme que está com uma bilheteria de $136 milhões de dólares, nos Estados Unidos, ou seja, poucos horários disponíveis. Segunda decepção em relação aos cinemas: só estava disponível a versão em 3D. Particularmente, eu detesto assistir filmes em 3D, não pelos efeitos, mas pela dor de cabeça, pelos óculos e por não conseguir prestar atenção aos detalhes do filme. Sem contar que é um desrespeito com as pessoas que não podem assistir na versão tridimensional, por problemas de visão. Ou seja, tem que estar com muita vontade de assistir ao filme. 
Eu confesso que não assisti a nenhuma das versões anteriores do romance. Também não li o livro que é de leitura obrigatória nas escolas americanas, embora pretendesse, mas decidi ser surpreendida pela história. Não queria chegar ao cinema e ficar comparando, como geralmente faço. Fui ao cinema conhecendo a história, esperando pelo pior, mas com o coração aberto.
Versão de 1974, com Mia Farrow e Robert Redford
Por todos esses contras, eu amei o filme. Com o 3D, com o excesso, e com toda a incoerência, eu amei. Como disse no começo, as criticas negativas me fazem bem. Principalmente porque busco encontrar os pontos positivos daquilo que quero tanto conferir e que os outros não puderam falar. Carey Mulligan conseguiu (me) transmitir a ambiguidade da personagem, que te faz ama-la e também odiá-la. Leonardo DiCaprio estava sendo, bem, Leonardo DiCaprio (por que esse homem ainda não ganhou um Oscar?). E Tobey Maguire, também estava sendo Tobey Maguire, narrando a história e conduzindo o mistério por trás de o Grande Gatsby.
O recurso em 3D foi brilhantemente bem utilizado nas festas dadas no grande palácio de Gatsby, que nos passou as ideias de orgias e de toda aquela bagunça. Já a trilha, por mais que seja boa, foi coadjuvante. Foi boa, mas só. Digo isso, porque em outros filmes de Luhrmann a trilha sonora costuma ser personagem, de tão presente. O meu ponto negativo, fica nas cenas entre Gatsby e Daisy, afinal é uma história de amor. Acredito que deveriam ter sido mais bem exploradas, não pelos atores, mas pelo roteiro. As cenas nos fazem acreditar no amor entre os dois, mas não nos cativa. 
Por fim, o que posso dizer sobre o filme, sem fazer spoiler, é que é espetacular, como Baz Luhrmann deve ser.


Sandy Quintans
@sandyquintans

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Helena Bonham Carter para Vogue UK

Helena Bonham Carter para Vogue UK
A Vogue britânica acertou em cheio ao trazer Helena Bonham Carter na capa da edição de junho, em um editorial no melhor estilo Vogue: cheio de glamour. Nunca conheci ninguém que dissesse não gostar da atriz  conhecida por suas excentricidades e pelo seu grande talento. Principalmente, por causa de suas atuações nos filmes de seu marido, Tim Burton, e por papéis como a inesquecível Bellatrix Lestrange em Harry Potter e como a Madame Thénardier de Os Miseráveis. Porém, Helena não é atriz de um papel só, pelo contrário, já encarou a esposa dedicada do rei da Inglaterra George VI em o Discurso do Rei e no ano que vem lançará o filme para TV, produzido pela BBC, Burton & Elizabeth em que viverá a bela Elizabeth Taylor. 
As imagens são da dupla Mert Alas e Marcus Piggott.

Sandy Quintans
@sandyquintans

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Joana leu: A culpa é das estrelas, de John Green

Joana leu: A culpa é das estrelas, de John Green
A culpa é das estrelas
John Green
editora Intrínseca
288 páginas
"Dois acolescentes se conhecem e se apaixonam em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu parte da perna para o esteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, esse livro é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar." 


Hazel Grace tem apenas 16 anos e é impedida de levar uma vida normal de adolescente por causa do câncer no pulmão, que não deixa que ela faça muita coisa sem sentir falta de ar e cansaço, então, ela pouco vai à faculdade ou sai com os amigos. Sua mãe praticamente a obriga a frequentar o grupo de apoio, para que lá ela possa socializar com outras pessoas que passam pelo mesmo drama que Hazel e troquem experiências, além impedir que a garota entre em depressão. É numa dessas reuniões que ela conhece Augustus, lindo de morrer, e que teve a perna amputada do joelho para baixo em decorrência de um câncer chamado osteosarcoma. Isso o impede de jogar basquete normalmente como ele fazia antes, já que, agora, ele usa uma prótese na perna. Logo de cara os dois já se dão bem, e Gus convida Hazel para assistir em sua casa o filme "V de vingança", pois acha que ela é muito parecida com a atriz Natalie Portman, e ela discorda. Depois de verem o filme, Hazel vê alguns livros de Gus e eles acabam compartilhando seu gosto pela literatura. É ai que ela fala sobre seu livro preferido, "Uma aflição imperial", que ela já releu centenas de vezes, apesar de não se conformar pela estória não ter um final. Ela empresta o livro a Gus, que também fica tentando achar uma explicação para o desfecho que não explica nada. A partir dai, eles passam a buscar um nexo para aquele livro sem final, e assim sua amizade se fortalece.

Depois de muitos questionamentos, eles conseguem um contato com a secretária do autor do livro, e com a ajuda de algumas pessoas, viajam até a Holanda, onde ele mora atualmente, para tentar conversar diretamente com ele e esclarecer suas dúvidas cruciais. Sim, cruciais, já que Hazel usa sua interpretação do livro como apoio nos momentos mais difícies da sua doença. Gus, apaixonado por ela, também quer a qualquer custo descobrir por que o autor deixou o livro inacabado. O encontro entre eles é frustrante, pois o escritor não revela nada e ainda os trata extremamente mal, tentendo convencê-los de que a vida não faz sentido e que eles não devem mais se iludir sobre a existência de um significado oculto naquele 'não final'.

Apesar disso, a viagem deles é mágica, mesmo Hazel tentando manter a relação dos dois apenas como amizade, já que ela sabe que vai morrer a qualquer momento e não quer fazê-lo sofrer. Mas, não há como resistir ao charme de Gus, e ela cede. O amor dos dois floresce plenamente na Holanda, em meio à primavera e aos confetes que caem das árvores, como a coroar a entrega dos dois. è muito romântico!

Em paralelo com esse romance adolescente, o autor mostra um lado mais real de Hazel, que, apesar da pouca idade, tem uma visão muito adulta do mundo e plena consciência de que sua vida é limitada por causa da doença. Por isso, em alguns momentos ela se rebela, grita com os pais, trata tudo com uma frieza impressionante, mostrando que, mesmo parecendo adulta, ela não tem a maturidade suficiente para encarar a dura realidade em que vive e que acaba se extendendo a sua família. Do outro lado está Gus, que sempre tenta ver o lado bom da vida, não se tornando escravo da doença nem do tratamento, desafiando seus limites e usando metáforas para deixar situações mais leves ou mais irônicas.

Não posso deixar de comentar sobre o melhor amigo de Gus, Isaac, um garoto que ama vídeo game e que perdeu um olho pro câncer. Ele é muito apaixonado pela namorada, mas, após descobrir que está prester a ficar sem o outro olho, pois a doença se alastrou, a menina simplesmente some, deixando o pobre Isaac numa tristeza sem fim, cumulada com a depressão por estar prestes a ficar cego. 

A contracapa do livro traz uma citação do "The New York Times" sobre a estória que diz: 'Um misto de melancolia, doçura, filosofia e diversão. Green nos mostra um amor verdadeiro... muito mais romântico que qualquer pôr do sol à beira da praia'. E é isso mesmo: o livro é sobre amor, um amor incondicional, não apenas amor entre homem e mulher, mas amor entre pessoas. O amor entre Augustus e Hazel é romântico, lindo e fofo, daqueles que todo mundo deveria ter pela menos uma vez na vida. Dá vontade de juntar os dois para que eles fiquem assim para sempre. Além do câncer e das dores e das dificuldades que tudo isso acarreta em seu dia a dia, eles conseguem viver o sentimento que têm um pelo outro, do jeito que sabem e até onde podem, mas sem deixar de se divertir.

Depois de ler esse livro, passamos a refletir sobre várias coisas em nossas vidas, principalmente aquelas bem pequenas, que parecem não ter importância. E por causa dele, alguns gestos e algumas frases passa a ter um sentido diferente, como por exemplo o "OK" que eles usam sempre. Não posso dizer mais nada sobre isso, mas quem ler o livro vai entender do que estou falando.

A estória é muito fofa, e não dá pra parar de ler. O enredo é carregado de sentimento, do início ao fim, e me levou às lágrimas em alguns momentos. É impossível não se comover com a história de Gus e Hazel, tão bem escrita por John Green. Se ele queria emocionar os leitores, conseguiu. Espero que ele também tenha conseguido passar aos leitores a mensagem maior dessa estória: que o amor está acima de todas as coisas.

Joana Masen
@joana_masen
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