terça-feira, 5 de agosto de 2014

O mundo mágico de Kirsty Mitchell

O mundo mágico de Kirsty Mitchell
Desde que me entendo por gente, me interesso por Arte em todas as suas manifestações e a Fotografia sempre foi uma das minhas preferidas. 
Como já contei aqui, cresci no meio de tecidos e máquinas de costura e minha inclinação pra Moda foi algo bem natural. Porém, nunca fui muito apegada a tendências, meu interesse sempre foi pelo lado mais artístico da área. Meu interesse por fotografia surgiu dos editoriais de moda de revistas como Vogue e Elle. Sempre me encantei com as produções, o tratamento da imagem, os ângulos e a forma como as histórias eram contadas ali. E, foi assim que saí da faculdade de Moda direto para a de Fotografia. 

Faz tempo que quero escrever aqui sobre fotógrafos que me inspiram. E nada mais justo do que começar por alguém que me identifico muito: Kirsty Mitchell
A primeira vez que vi uma fotografia feita por ela, meus olhos brilharam.  De cara, você pensa que aquelas imagens espetaculares são frutos de  muita edição no Photoshop, porém tudo ali é feito à mão e resultado de meses de pré produção e uma dedicação admirável. 
Cada imagem  criada por ela é tão complexa e elaborada, que dá vontade de ficar horas admirando todo o universo lúdico.

Kirsty estudou História da Arte e Fotografia e seu olhar poético a fez desistir de fotografar por um tempo, por não se adaptar ao aspecto técnico da máquina, que a impedia de expressar sua visão naturalmente. Foi aí que descobriu a Moda e começou a estudar numa escola especializada em figurinos para teatro, em Londres. Depois de se formar na Escola de Arte Ravensbourne, estagiou em marcas como Alexander McQueen e Hussein Chalayan.
A morte da sua mãe, foi o estopim para que se dedicasse de corpo e alma novamente à fotografia, largando sua carreira na moda. 

 A série batizada de "Wonderland"  consiste em trabalhos que reencenam quadros inspirados em mundos fantásticos e material retirado de livros antigos. Conta a história de uma personagem que caminha por uma terra mágica.  As imagens são simplesmente maravilhosas. 

Nos videos abaixo, dá pra conferir o capricho das suas produções.







O trabalho dela é inspirador e me faz querer chegar nesse nível algum dia.

Helen Quintans
@helenquintans

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Resumo do mês: Julho

Resumo do mês: Julho
Depois de meses sem ter tempo pra colocar nossos resumos do mês, eis que não podíamos deixar de aproveitar o pouco tempo livre que as férias nos proporcionou para fazer o de julho. É claro que estamos alguns dias atrasadas, mas já dá pra matar a saudade, né?

O Julho da Helen


Julho é meu mês preferido ( dezembro também, vai! ) por motivos de:  férias, frio e aniversário. E esse foi bem legal porque #TEVECOPA, teve uma comemoração do meu aniversário, bem reservada, só com meus amigos mais chegados, teve até exposição do Castelo Rá-Tim-Bum que foi pura diversão e nostalgia. Continuei com insônia, mas aproveitei as madrugadas pra fazer artesanatinhos bonitos ( até aprendi a fazer filtro dos sonhos ), ler poesia, assistir coisas no Netflix. Peguei um job lindo de figurino, todo inspirado em obras de arte,  que está  calejando meus dedos de desenhar, mas está valendo a pena.  Fotografei menos do que gostaria nessas férias, a saúde não ajudou muito. Mas mesmo com os imprevistos, o saldo do mês foi positivo. 

O Julho da Sandy


Julho foi puro amor. Andava em uma bad vibe nos últimos meses, sem muita vontade de fazer muita coisa e sem tempo pra nada. Finalmente os ventos começaram a mudar e  consegui colocar minhas  coisas em ordem, retomei minhas leituras atrasadas, aproveitei muito a Copa do Mundo (e o David Luiz) e ainda tive tempo pra fazer alguns passeios. Teve até praia e Castelo Rá-Tim-Bum, vai dizer que isso não é amor?

Helen e Sandy Quintans
@prontousei

domingo, 3 de agosto de 2014

Cinematura - Marie Antoinette

Cinematura - Marie Antoinette
Um dos meus maiores passatempos é ler livros que deram origens a filmes de que gostasse muito. Acumulei tantas adaptações que resolvi que iria fazer uma coluna só pra contar dessa minha pequena queda, a Cinematura - junção de Cinema e Literatura. É claro que não quero ficar contando sobre qual é melhor, mas acho que vale a pena comentar pontos fortes e fracos de cada um. Espero que gostem.

Sempre me interessei muito por histórias de monarquia e amo assistir filmes que contam a vida de rainhas. Quando assisti Maria Antonieta, da Sofia Coppola, fiquei ainda mais encantada com a história de uma das monarcas mais odiadas da história - se não a mais. Antes disso, conhecia apenas das aulas de histórias, como uma grande vilã. Depois de conhecer o filme, achei um exagero maior ainda e não pude deixar de procurar a biografia da rainha. E foi assim que cheguei ao livro "Maria Antonieta - Retrato de Uma Mulher Comum", de Stefan Zweig.

Maria Antonieta é uma velha conhecia da nossa geração, assim como seu marido Luis XVI. Eu os vejo como a celebridade problema de Hollywood, casada com o nerd mais tímido do Vale do Silício. Seria o encontro perfeito de "Beauty and the Geek" se não se tratasse dos futuros rei e rainha da França. Duas crianças sem competência e ambição, entregues ao poder, na sociedade mais exagerada e fútil do século XVIII. Definitivamente uma situação fadada ao fracasso.

Por incrível que possa parecer, a adaptação de Sofia para o cinema é completamente fiel e capta perfeitamente a personalidade da delfina. Uma mulher inteligente, que se importava apenas com futilidades, diversão e todo o exagero da corte de Paris. Desde os anos humilhação de um casamento não consumado, até os dias de maternidade.
Kristen Dunst trazendo perfeitamente a personalidade da rainha da França.
Jason Schwartzman como um dos homens mais bonzinhos e patetas da história.
Todos os personagens são retratados com a fidelidade que os registros possam oferecer. Luis XV como o velho mulherengo e seu sucessor, Luis XVI,  um tímido sem grandes excitações, são descritos por Zweig exatamente como aparecem na grande tela. E a incrível Maria Teresa, a grande imperatriz da Áustria, que foi capaz de premeditar toda o desfecho assim que sua filha tirou os pés de seu país de origem e lutou com todas as forças para impedir o desastre inevitável, ganha menor destaque na história, mas também é bastante fiel.
Rip Torn como Luis XV, o cara mulherengo que tornou o casamento entre Áustria e França possível.
Marianne Faithfull sendo a cópia cuspida de Maria Teresa da Áustria. 
A grande diferença entre as biografias aparece em relação ao foco, enquanto Sofia capta os primeiros anos de reinado de Maria Antonieta, Zweig nos traz também a transformação da rainha, que se tornou uma mulher assustada, amargurada e sem forças pra lutar contra o povo. Mostra uma Antonieta às margens de seu fim e do estilo de vida que ela vendeu para a sociedade, tornando-a mais vítima de boatos do que de suas próprias ações.

Essa história é completamente fascinante em diversos pontos de vista, não importa qual seja a sua versão. Desde os aspectos ligados à luta de um povo e a comoção de uma sociedade em busca de  liberdade, até os aspectos relacionados à moda e ao comportamento da época, que muito se repete em diversas ocasiões na história, principalmente nos dias atuais. Um ambiente de fofocas, boataria, que nos demonstra a importância da imprensa, da vontade popular e uma bela lição aos soberanos.

Sandy Quintans
@sandyquintans 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Joana leu: Despedida de solteira, de Mila Wander

Joana leu: Despedida de solteira, de Mila Wander
Despedida de solteira
Mila Wander
editora Literata
420 páginas
"Amande estava com tudo pronto para seu casamento: buffet completo, salão de festa, garçons, fotógrafos, igreja, iluminação, filmagem, cerimonial, decoração, vestidos... ela tinha absolutamente tudo sob controle. Ou melhor, quase tudo: sequer havia cogitado uma despedida de solteira! Guiada por suas melhores amigas - e madrinhas -, Amande descobrirá que nem tudo acontece como o planejado. Caleb, garoto de programa pronto para mais um trabalho, proporcionar diversão e entretenimento na despedida de solteira de Amande, também descobre que o que era para ser um simples serviço, poderá mudar sua vida para sempre."

Isso sim é um bom livro hot! Cheio de cenas sensuais, capazes de mexer com os sentimentos das leitoras, sem ser vulgar.

Imaginem uma mulher toda certinha, com a vida bem organizada, cheia de manias e que só teve um namorado a vida toda. Essa é Amande, que está prestes a se casar com João Pedro, mas nunca dormiu uma noite inteira na mesma cama que ele, apesar de já estarem juntos há nove anos. É que uma de suas incuráveis manias é não conseguir dividir a cama com ninguém.

Suas amigas serão suas damas de honra e já sabem da necessidade de Amande de controlar tudo e fazer as coisas do seu jeito, por isso, aceitam as escolhas da amiga, que envolvem até os vestidos que irão usar na cerimônia. Uma dessas meninas organiza uma despedida de solteira para Amande, assim, de surpresa, o que faz com que a amiga relute um pouco em participar, mas, apoiada pelo noivo, ela acaba cedendo e vai.

O plano é passar um final de semana numa casa maravilhosa, de frente para o mar, afastada da civilização, onde ficarão a vontade e poderão descansar e se preparar para o casamento. Ao chegarem a esse paraíso, Amande descobre que serão paparicadas por homens maravilhosos durante toda sua estadia. Contratados como um serviço de buffet, os rapazes logo se colocam à disposição para realizar qualquer desejo das meninas.

Para Amande é inconcebível que qualquer uma delas acabe se envolvendo com os garotos, mas cada uma delas escolhe um par para passar todos os dias fazendo suas vontades. Ela fica com Caleb, que desde o primeiro momento chamou sua atenção, com seus olhos muito azuis e seu sorriso safado.

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