quinta-feira, 20 de julho de 2017

Consumo – Parece que não, mas dá pra economizar com o Pinterest

Consumo – Parece que não, mas dá pra economizar com o Pinterest
Eu e Helen estamos no Pinterest desde os primórdios desta linda ferramenta de inspiração (aliás, segue a gente lá, aqui e aqui). Pra quem já passava muito tempo no Tumblr e no WeHeartIt, logo se tornou algo muito útil pras nossas vidas e tem tudo a ver com os nossos interesses. Por ser um universo cheio de coisas lindas, muitas vezes acabamos construindo boards que nunca vão se concretizar, vamos ser sinceros.


Justamente por o Pinterest ser esse mundo infinito de possibilidades, muitas e muitas vezes essas ferramentas de inspiração acabam se tornando uma cilada muito grande nas nossas vidas. Em que a gente fica procurando a vida perfeita se realizar pra poder colocar os nossos planos em prática. Mesmo que a maioria desses desejos não estejam nem perto de existir. Isso vale também pro Tumblr e pro Instagram, ou seja lá onde você procura inspiração, não é mesmo?
Macacão, uma coisa que eu adoro e uso e tô sempre procurando inspirações pra looks.
Mas a verdade é, que se soubermos usar o Pinterest a nosso favor, ela pode se tornar muito útil na hora de consumir. Uma coisa que me ajudou nos decorrer dos anos, principalmente nos meus boards relacionados a moda e a DIY, é pinar coisas que são parecidas ou iguais as coisas que eu já tenho. Se a ideia aqui é buscar inspiração, por que não buscar naquilo que existe ao invés de sempre pensarmos em compras?

Sabe quando você olha pra um peça que tá parada  no seu guarda-roupa e não sabe muito bem o que fazer com ela? Ou quando você já a usou tantas vezes que acabou perdendo o brilho? Então, nessas horas o Pinterest pode ser um aliado incrível, pra gente testar novas ideias e dar uma cara nova pra aquela roupa que já não é mais a mesma faz tempo.
Apaixonada pela minha bomber jacket, saí procurando jeitos diferentes de usa-la ainda mais sem enjoar.

Outra coisa super maravilhosa que o Pinterest lançou há um tempo, e que ajuda muito, é o botãozinho "Experimentar" nos pins. Isso pode servir de metas pra sua vida, ver quantas coisas que você salvou como inspiração e realmente usou. Também é uma forma de entender o que funciona e o que não está funcionando pra tornar os seus boards cada vez mais realistas com o que você é e tem.

Isso também vale pra inspirações pra decoração e cabelo. Por que pinar coisas pra sua casa que são incrivelmente irrealistas? Ou manter no seu board de cabelos, tipos completamente diferentes do seu ou das suas habilidades pra fazer penteados? Pensa no seu dia-a-dia, na sua rotina, nos seus planos e veja se aquela é realmente a melhor ideia pra deixar salvo ali ou se vai ser só volume nas suas pastas.
Tô usando muita meia alta MESMO e esses pins me mostraram várias possibilidades de usar com meu Adidas Supersar.

Pro Pinterest se tornar uma ferramenta de inspiração de verdade nesses anos, essa foi a maior lição que aprendi. Colocar as coisas que acho incríveis em caixinhas de possibilidades, com peças que não só me representam, mas também cabem dentro da minha realidade financeira. É possível sim fazer bonito com pouco dinheiro ou com um pouquinho de paciência.

Sandy Quintans
@sandyquintans

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Consumo – As compras do meu intercâmbio

Consumo – As compras do meu intercâmbio
É claro que a necessidade e a mudança de vida impactaram muito na minha forma de comprar, mas a verdade é que antes de embarcar pra Irlanda já estava pensando em consumo de forma diferente. Grande parte dos meus gastos financeiros desde os primeiros salários da minha vida sempre foi em roupas e em comida e já fazia um bom tempo que meus olhos pararam de brilhar em várias lojas que costumava gostar. A maioria das coleções já não me representava mais. 
Eu e minha capinha de chuva sendo muito plenas em Dublin.
Quando cheguei aqui só com uma mala, inevitavelmente eu tive que comprar algumas coisas, como um casaco que fosse mais apropriado pra pegar chuva, vento e me manter aquecida. Mas tudo que comprei até hoje, nesses meus cinco meses de intercâmbio, sempre foram peças que realmente gostei e que fossem fazer sentido dentro do meu, agora, pequeno guarda-roupa. 

O maior objetivo de vida – mesmo com as coisas sendo mais baratas aqui – se tornou: barganhar.  Então, basicamente quando eu vejo uma plaquinha de “Sale”, já entro e realmente penso se aquelas peças estão com um super desconto e nas possibilidades daquilo com as roupas que eu já tenho. Consigo montar pelo menos cinco looks com isso? É útil? E assim vai. 

Aquele cardigã velho de guerra pra qualquer ocasião e temperatura: basta construir camadas
Considero que comprei uma boa quantia de roupas por bem pouco dinheiro. Não vou negar que o fato das coisas serem mais baratas aqui me ajuda muito na hora de economizar e infelizmente, ainda continuo consumindo mais em lojas de departamento, que sabemos que trabalham com preços irrisórios. Mas, a questão é que ainda é algo muito elitizado consumir de produções justas e de marcas menores, mesmo que hoje seja possível ter acesso a muitos bazares e brechós online (o que já ajuda muito a mudar esse cenário de compras). 

Basicamente, desde que cheguei aqui comprei um casaco marrom (pra chuva, vento e dias mais frios), uma bomber jacket rosa maravilhosa, um cardigã marrom super quentinho e versátil, uma capa de chuva pra dias mais quentes (não vamos esquecer que aqui chove em 70% dos dias, de acordo comigo mesma) e várias toucas e cachecóis pra dar uma variada nos looks. Também comprei um macacão, dois pares de jeans e um Adidas Superstar por uma barganha (porque sou dessas que ama economizar). 

Um casaco para os dias frios e chuvoso: frio não passo não.
O que eu percebi com essa experiência de economia (não por opção, mas por necessidade) é que grande parte das vezes que a gente compra uma peça nova é por falta de inspiração. Geralmente, temos tudo o que precisamos dentro do nosso armário, mas quando surge algum evento ou algo diferente pra fazer, nosso primeiro pensamento acaba se resumindo a compras. Então, da próxima vez que entrar numa loja pra comprar algo, não se esqueça de se perguntar se realmente precisa daquilo.

Todas as fotos: Vinícius Novaes.

Sandy Quintans
@sandyquintans

terça-feira, 11 de julho de 2017

Playlist do P! - Músicas de fone de ouvido

Playlist do P! - Músicas de fone de ouvido
Foi ouvindo o novo álbum do Fleet Foxes que tive uma espécie de revelação sobre essa playlist. A primeira vez que escutei tinha colocado pra tocar bem alto enquanto limpava a casa e achei as músicas meio sem graça, sei lá. Outro dia tentei ouvir de novo, com meu fone de ouvido, enquanto estava lendo - o que fez com que a minha percepção se transformasse totalmente. Comecei a achar o álbum sublime, mágico. Percebi que estava ouvindo de maneira errada, porque algumas músicas são feitas pra ficarem guardadinhas pra gente escutar sozinho.

Foi assim, que surgiu a ideia de reunir numa playlist músicas pra ouvir sozinho, naquele momento que é só seu e que merece fones de ouvido. Pra ler, pra pegar ônibus, pra pensar na vida. Não deixa de dar play aqui, ó:


Sandy Quintans
@sandyquintans

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Consumo - Coloquei meu guarda-roupa em uma mala

Consumo - Coloquei meu guarda-roupa em uma mala
Esses dias percebi que fazia um bom tempo que não escrevia e me deu uma saudade danada. Foi conversando com a Helen que decidimos começar um novo mini-projeto aqui no blog pra falar um pouco sobre consumo e como estamos agindo diferente em relação a isso. Eu com a mudança de país e a Helen com o ritmo de redecorar uma nova casa (clica aqui e aqui, caso você não saiba do que estamos falando). Resolvi começar esse projeto falando daquilo que mais modificou meu guarda-roupa: a minha mala pra Irlanda. 
Ninguém disse que seria fácil colocar tudo numa mala só, né?
Eu sempre soube que fazer as malas seria um momento bem complicado do meu intercâmbio. De alguma forma eu queria levar apenas uma mala de 32 quilos, porque sabia que iria voltar com muito mais do que tinha ido. E isso era algo que me tirava o sono – e olha que durmo muito mesmo! O problema é que tenho muito apego com as minhas coisas, principalmente com roupas e estava vivendo um momento que iria me tirar completamente da minha zona de conforto. 

A parte chata é não poderia lotar a mala com tudo que eu mais amasse. Eu estava prestes a chegar em um país que estava no auge do inverno, enquanto que meu guarda-roupas no Brasil era formado por vestidos, saias e camisetas. Nunca foi uma opção chegar aqui e comprar dezenas de roupas pra me manter aquecida, a grana sempre foi curta desde o início da jornada.  O plano então virou o seguinte: começar tirando pra doação o que não dava mais. 

Eu separei tantas coisas que minha família ficou com dó por estar me desfazendo de coisas que são a minha cara e que amo tanto. É só que eu não imaginava como seria voltar pra casa depois de quase um ano, de ter vivido toda uma transformação e encarar aquele passado. Aquelas roupas não cabiam na minha volta pra casa. E assim, elas foram. Depois que eu organizei o espaço com as roupas que iriam ficar e as que iriam comigo pra Irlanda ficou tudo tão: lindo. E é assim que a gente entende que está tomando uma direção pra resolver um conflito. 

Suzie Bishop, de Moonrise Kingdom, com os itens essenciais dela.
A próxima etapa foi encher a mala com roupas que fossem eficazes pra me ajudar no frio: casacos, cardigãs, calças e acessórios. Daí, o espaço que sobrasse seria pra levar roupas de verão: vestidos, saias, camisetas, shorts. Mas mesmo assim, eu só quis trazer coisas que dessem certo com meia calça, caso eu quisesse usar quando estivesse frio. Foi pensando assim que comecei a mudar completamente o modo de encarar as minhas roupas. Elas deixaram de ser bonitas para se tornarem úteis, o que também acabou mudando meu jeito de consumir (spoiler: que é o assunto do meu próximo post). 

Na prática, eu juro que não percebo que estou vivendo com menos roupas do que no Brasil, por mais incrível que isso possa parecer. Eu só fui notar, quando há umas semanas resolvi dar uma organizada nas minhas roupas. Quando terminei de dobrar todas as coisas que tenho e colocar em pilhas como sempre faço, percebi que era o menor montinho de peças que já tive na vida. E isso depois de só 20 minutos naquele processo. Coloquei as coisas de volta no lugar, pensando: isso tá funcionando. 

Essa semana completo cinco meses de Irlanda, o que já me deu uma noção se meu plano funcionou ou não. De maneira bem geral, consegui fazer um bom trabalho. Eu sinto falta MESMO de algumas roupas que deixei no Brasil, principalmente dos meus calçados. E outras, vejo que não precisava ter trazido. Mas o número de erros foi tão pequeno, que só consigo me sentir realizada com essa nova fase de viver com menos. 

Sandy Quintans
@sandyquintans
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