quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Joana leu: O lado feio do amor, Colleen Hoover

Joana leu: O lado feio do amor, Colleen Hoover
"Quando Tate Collins se mudou para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo... apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor. O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo."


Tate e Miles, mais um casal memorável criado por Colleen Hoover. Vocês sabem que eu sou apaixonada pelos livros dela, e não tenho mais adjetivos para elogiá-la. Então, o que eu posso dizer é: leiam!

Nesse livro, Colleen caprichou no sofrimento, mas como sempre, temos um caso de amor forte e que desafia o psicológico do leitor. Tate é uma jovem decidida, bem esclarecida, que vai morar com o irmão para terminar seu mestrado em enfermagem. Corbin, o irmão, é piloto de avião, e fica muito tempo fora de casa. Apesar disso, eles são muito amigos e sempre se deram bem.

Assim que chega à porta do apartamento de Corbin, Tate encontra um cara bêbado, caído no chão e obstruindo sua passagem. Falando ao telefone com o irmão, ela descobre que o cara é seu amigo e mora no apartamento em frente. Tate sente pena do bêbado e o coloca para dentro do apartamento, deixando que ele fique na sala. Mas, antes de ir para seu quarto, ela o ouve dizer o nome Rachel. Tate vê naquele cara estranho uma beleza interessante, e fica curiosa para saber o que o deixou assim, tão acabado e chorando por uma mulher.

Conforme os dias vão passando, Tate vai prestando mais atenção em Miles, e ele é um enigma: quase não sorri, não tem namorada e está sempre trabalhando. Mas apesar do mal humor eterno, ela começa a se interessar. Tudo muda quando os três vão passar o dia de ação de graças na casa dos pais de Tate e Corbin. Lá Miles se machuca, e ela faz um curativo nele, o que acaba deixando os dois num momento intimo e inesperado, e tudo se confunde na cabeça dela.

Como um envolvimento é certo, Miles propõe a Tate um acordo: ele quer muito ficar com ela, mas precisa que ela aceite suas condições de nunca perguntar sobre seu passado e nunca esperar nada do futuro. Ansiando por poder finalmente ficar com Miles, Tate aceita. Mais tarde, ela acaba percebendo que isso não daria certo.

A cada encontro clandestino, a cada transa, ela vai ficando mais e mais ligada a ele, e sente que está se apaixonando por Miles. Por outro lado, durante o sexo ela percebe que ele também sente algo por ela, mas assim que tudo acaba, ele volta a ficar distante. Uma verdadeira confusão de sentimentos.

A certa altura dessa relação maluca, Tate tenta descobrir o que o deixou assim tão frio, e isso é um problema, já que ele havia deixado claro que nunca falaria sobre o passado. O mais legal é que o leitor vai descobrindo os traumas de Miles a cada capítulo, já que eles vão se intercalando entre o presente, enquanto Miles e Tate estão juntos, e o passado dele e tudo o que ele sofreu quando se apaixonou por Rachel. Foi mesmo um momento difícil na vida de Miles, e seus traumas são totalmente justificados.

Gostei demais dessa estória, e achei muito legal a Colleen focar a narrativa no personagem masculino. Miles é um caso perfeito para Freud, e em alguns momentos dá uma raiva enorme dele. Mas, quando descobrimos tudo por quê ele teve que passar, e como ele sofreu para superar tanta dor, acabamos nos afeiçoando e tentando encontrar uma maneira de ajudá-lo a ver as coisas por outra perspectiva. Acho que é exatamente assim que Tate se sentia em relação a ele.

E a autora tem aquele jeito incrível de escrever que conquista, todo delicado e amoroso. Para quem curte romance, os livros dela são perfeitos, e esse não é diferente: tem muitos momentos legais, que com certeza vão arrancar sorrisos e suspiros das leitoras mais sensíveis. Miles é um personagem cativante: se não bastasse ser lindo e enigmático, ele também é romântico, e enquanto ele conta a visão dele do passado, em alguns momentos, a autora utilizou uma forma mais poética para escrever, o que, na minha opinião deixa tudo mais interessante.

Sei que a resenha está imensa, mas eu gostei tanto desse livro que preciso espalhar pelo mundo o quanto ele é bom, e preciso convencer a todos que O lado feio do amor deve ser lido, imediatamente. Esse livro entrou para os meus preferidos da vida, e torço para que vocês possam sentir o mesmo.




O lado feio do amor
Colleen Hoover
editora Galera Record
336 páginas

Joana Masen
@joana_masen

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Sobre mudanças de estilo e roupas que não nos representam

Sobre mudanças de estilo e roupas que não nos representam
Desde que surgiram os blogs de moda, eu sempre acompanhei um punhado de blogueiras, normalmente internacionais. Vocês estão cansados de saber disso, né? Há anos trago minhas inspirações pro P! mostrando algumas das minhas preferidas. Mas de um tempo pra cá, muita coisa mudou nesses blogs que sempre acompanhei. Muitas deixaram de lado o trabalho no blogosfera, porque além de ser estressante é quase impossível sobreviver disto se você não fizer milhares de propagandas - infelizmente. E muitas, muitas outras estão passando por mudanças de estilo.


É estranho pensar que tantas pessoas começaram a pensar em transformação juntas, mas foi algo que aconteceu comigo no ano passado. No início de 2015, eu e Helen gravamos nosso primeiro vídeo (e até então, único) em falamos sobre desapego e nossa lojinha do Enjoei. É verdade, ela nunca entrou no ar, mas por uma única razão: a quantidade de roupas que estávamos nos desfazendo era tão absurda, que dentro do nosso tempo, acabou virando uma coisa impossível. A Helen pegou aquela pilha do tamanho do Everest e entregou pra doação. O que acabou sendo a melhor opção, sem dúvida.

Apesar de todo aquele desapego, eu ainda não havia desapegado pra valer. Eu sou aquele tipo de pessoa que usa uma peça de roupa por muitos e muitos anos, até gastar e o único destino possível ser o lixo. Eu, literalmente, tenho coisas de quando tinha apenas 13 anos. E então o ano foi passando. De repente, algumas roupas que me fizeram feliz por anos, não me serviam mais - não apenas em tamanho, mas no que me representava. Eu comecei a entender todas aquelas divagações sobre mudanças de estilo que minhas blogueiras preferidas começaram a falar nos últimos meses.

Erin, do Calivintage, em 2012, 2013, 2014 e 2015 

Isso pode ter sido coisa da idade. Não é que tenha ficado o velha - o que sempre fui de alma -, mas é que já não tenho aqueles 19 anos de quando começamos o P!. Cheguei aos 25 anos, que apesar de ter ficado no meio do caminho, já me identifico muito mais com os 30 anos e quase nada com os 20. Mas não era só isso, tinha mais. Existia um excesso de coisas, falta de espaço e poucas oportunidades pra colocar em prática todas aquelas ideias de looks.

As peças não ficaram velhas ou feias, elas apenas não pareciam mais pertencer a mim. Ainda que fossem coisas que continuassem fazendo os meus olhos brilharem. Foi então que me desfiz de metade do meu guarda-roupa e coloquei pra doação sem dó - o mesmo sentimento que sempre me perseguia a cada limpeza anual. Alguns meses depois e não senti falta de nenhuma peça. Eu realmente precisava daquela limpeza.

Rebecca, do A Clothes Horse, nos anos de 2012, 2013, 2014 e 2015 

Agora eu penso que poderia ter doado mais algumas peças, pois meu armário continuou cheio. Mas isso pode ser uma meta pra 2016. Minha nova missão é encontrar o que vai me fazer feliz daqui pra frente (e ainda bem que existe o Pinterest, né?). Eu já sei que continuo amando o vintage e muita coisa do que eu gostava, só que talvez com cores e padrões mais básicos. E é bem provável que eu tenha entrado em uma fase menos é mais. 

Nós não podemos nos esquecer que as roupas são uma forma de comunicação e de imprimir nossa personalidade. E é por isso que esta discussão é tão importante. Afinal, não queremos passar a ideia errada sobre quem somos, não é mesmo?

Sandy Quintans
@sandyquintans

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Cinematura - Eu, você e a garota que vai morrer

Cinematura - Eu, você e a garota que vai morrer
É claro que não ia deixar de fazer minha coluna preferida depois da reformulação do P! E o primeiro Cinematura do ano veio com uma clássica história minha, em que primeiro eu assisto o filme, pra depois ler o livro. No final do ano passado eu estava encantada com "Eu, você e a garota que vai morrer" e foi por isso que fiquei tão ansiosa com o livro. Mas, tenho que confessar que não me animou tanto quando a versão pro cinema. 


A história é sobre Greg, um garoto que simplesmente não gosta de se envolver com as coisas. Ele diz não ter amigos porque prefere ser aceito por todas as pessoas. Apesar de ninguém saber, ele tem uma grande amizade com o Earl - que pode ser o meu personagem preferido. Desde criança, eles são grandes amigos com uma paixão em comum: o cinema, mas não aquele comercial, estamos falando de uma coisa bem alternativa. E por causa deste interesse, eles fazem diversos filmes caseiros, que é mais um grande segredo do Greg. Um dia belo dia, a mãe dele aparece dizendo que uma colega da escola está com leucemia e que ele tem que fazer algo para ajudá-la a passar por este momento difícil. Como nós sabemos, ele não é a pessoa mais indicada pra isso, mas ele acaba indo e se tornando amigo de Rachel.


Agora esqueça todas as histórias sobre adolescentes com câncer que já conhecemos. A ideia aqui é ir contra tudo isso. Ninguém vai encontrar o grande amor da vida, não teremos grandes momentos de reflexão, já que a história toda é contada buscando um lado mais realista da doença. E daí que temos dois caminhos diferentes, um pro livro e um para o filme.


Enquanto no filme é muito divertido ele não entender muito bem a doença e não ir pro lado clichê da coisa, no livro fica sendo um pouco insensível. Parece que o autor quer tanto não ser romântico, que acaba exagerando. Na verdade, em muitas partes não achei ele desajeitado pra lidar com a situação, e sim, um babaca. Mas o livro não tem apenas partes ruins, também tem espaço pra muitas histórias engraçadas e acabei gostando ainda mais do Earl e Rachel. Isso, sem contar que os diálogos são escritos em forma de script, o que nos faz visualizar expressões e este tipo de coisa.


Já na versão cinematográfica, a história ficou mais equilibrada. A falta de tato do Greg acaba sendo um ponto positivo pra ele. E como o livro é pensado meio que em linguagem de cinema, deu muito certo a adaptação. Outra coisa legal, é que os desfechos são diferentes e mesmo assim eu gostei das duas versões, nem conseguiria escolher a minha preferida.


É verdade que em muitas partes eu não aceitei muito bem as atitudes do Greg, mas eu meio que me identifico com ele. Eu sou uma pessoa que não sabe lidar com situações difíceis, o que não quer dizer que não me importe. E apesar de ser uma história que tenta demais não ser sentimental, inevitavelmente nos faz pensar mais uma vez sobre morte, amizade e o nosso lugar no mundo.




Sandy Quintans
@sandyquintans

Cinematura é uma coluna que eu criei pra comentar adaptações de livros para o cinema, uma das minhas obsessões diversões. Para ver mais edições, clique aqui. 

sábado, 23 de janeiro de 2016

Os indicados ao Oscar 2016 de Melhor Figurino

Os indicados ao Oscar 2016 de Melhor Figurino
Este ano, quase que resolvo não comentar os indicados a Melhor Figurino do Oscar deste ano. Mas como não trazer uma das nossas categorias preferidas, não é mesmo? E agora que comecei a corrida pra assistir a lista dos indicados, estou encantada com os figurinos da lista. Um mais lindo que o outro. E como sempre, os figurinos de época estão dominando. Isto é inevitável, pois o cuidado necessário para este tipo de trabalho é muito maior, pois contextualiza um período e nos faz acreditar que realmente fomos transportados pra uma outra década.


Carol


Praticamente em todos os anos nós vemos o nome da Sandy Powell por aqui, não é mesmo? Esta mulher domina. E este ano, ela não só foi indicada novamente, como também está concorrendo por dois filmes, É impressionante. Sobre Carol, este foi um dos filmes que já assisti e realmente o figurino desta história faz toda a diferença. É tudo tão lindo e os detalhes são imprescindíveis pra gente entender a personalidade de cada peça desta história de amor.

 

Cinderela


Este é o outro filme pelo qual Sandy Powell foi indicado. Não teria como um conto de fadas da Disney ficar de fora desta categoria, né? São vestidos incríveis, que ajuda a história da Gata Borralheira ficar ainda mais encantadora. É de encher os olhos.

A Garota Dinamarquesa


Eu ainda não tive a oportunidade de assistir a este, mas uma coisa eu sei: apenas pelo trailer já estou encantada. O trabalho é de Paco Delgado, que já foi indicado pelo trabalho em Os Miseráveis. Além deste, foi responsável pelo figurino de diversos filmes espanhóis, como A Pele que Habito e Biutiful.

Mad Max: Estrada da Fúria


Este é um filme de outra época, mas do futuro. Mad Max é um dos meus preferidos do ano passado - com grandes chances de ser o preferido. A história e todo o visual é tão inspirador que dezenas de cosplayers já adotaram o visual meio steampunk do filme. E neste caso, o figurino é uma parte importantíssima na composição da obra, pois ele também é funcional. Afinal, estamos falando em sobreviver num cenário pós apocalíptico, né? A responsável por esta maravilha é Jenny Beaven, que é ganhadora de um Oscar e fez figurino de filmes como O Discurso do Rei, Sherlock Holmes e Dália Negra.



O Regresso


O filme que pode dar a estatueta pra Leonardo DiCaprio, também está na categoria figurino - além de ser uma obra de época. Jacqueline West é a responsável por esta obra, que também já trabalhou em filmes como O Curioso Caso de Benjamin Button, Argo e A Rede Social, além de já ter sido indicada outras três vezes para a categoria.



Sandy Quintans
@sandyquintans
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