quarta-feira, 25 de maio de 2016

Playlist do P! - Sofrência is the new black

Playlist do P! - Sofrência is the new black
Aqui no sudeste o frio começou a dar as caras e tiramos os agasalhos do armário. Apesar de amar as temperaturas mais baixas, muita gente não gosta por ser uma época meio deprê. E se pararmos pra pensar, é mesmo né? É aquela fase do ano que as pessoas começam a pensar na vida, questionar, ficar mais introspectivas, o que consequentemente leva até as dores do coração. É a época da fossa. Primeiro vem o frio, depois o dia dos namorados e quando você menos percebe já colocou o Damien Rice pra tocar e tá chorando na frente da TV com algum filme bem romântico. Mas às vezes, até que é bom curtir uma fossa. 



Pensando no lado saudável da coisa, reunimos algumas das canções de fossa que mais adoramos do nosso tempo. É a dor cantada no século XXI. Pode ser que seja por um amor perdido, algo que nunca se concretizou ou uma declaração bem dolorida: o objetivo é mesmo mergulhar na dor. Aperta o play e prepara os lenços:


E como onde tem sofrência tem Pablo, não poderíamos deixar de fora a melhor bônus track de todas:



Sandy e Helen Quintans
@prontousei

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Cinematura - Se enlouquecer, não se apaixone

Cinematura - Se enlouquecer, não se apaixone
Lá nos meus tempos de locadora, me deparei com um filme muito legal e que era meio abandonado nas prateleiras pelo clientes. O que me levou a demorar um certo tempo pra assistir. Mas sempre que estava organizando a loja, parava pra olhar a capa e o título e sempre pensava que estava perdendo alguma coisa. E estava. Quando assisti "Se enlouquecer, não se apaixone" , eu amei. Gostava da maneira leve que ele se propunha a falar de depressão. Logo, eu descobri pelo Tumblr que havia um livro que inspirou a versão cinematográfica. Corta pra 2016, para o dia que estava passeando pela livraria e encontrei o adorável "Uma história meio que engraçada", do Ned Vizzini. E assim começamos mais um Cinematura.


A história é sobre Craig, um garoto de quinze anos, que leva uma vida normal no Brooklyn. Ele é extremamente inteligente, tem amigos, uma família feliz, mas que sente que há algo completamente errado consigo. Existe sempre uma peça faltando, assim como uma inabilidade pra lidar com a vida. Um dia, ele decide que está cansado de lutar e achar que nunca é o suficiente e resolve que irá se jogar da ponte do Brooklyn.


No meio do plano, ele tem um estalo que o impede de completar sua ideia de suicídio e resolve ligar pra emergência. Assim, ele se interna em uma clínica psiquiátrica, que o ajuda a lidar com seus problemas e que o faz perceber que existem mais pessoas como ele no mundo. O grande problema é que Craig sempre acha que não é capaz, que não pode resolver seus problemas, que o leva a um nível alto de ansiedade.


Por o livro tratar dos problemas de Craig de maneira leve, a gente acaba achando que tem um pouco de fantasia demais. Mas a história é baseada na experiência do próprio autor, que realmente ficou internado na clínica por cinco dias e logo depois teve a ideia de escrever algo inspirado no que ele passou. Algo meio parecido com o que aconteceu em "Garota, interrompida" (que já falei aqui). E é isso que me faz achar o livro tão interessante.


Eu já havia adorado o filme e depois que li a história completa, fiquei achando ainda mais interessante. É claro que como toda adaptação, há mudanças, mas a essência está toda lá. Na versão pro cinema, há diversos recursos pra descrever a mente de Craig, que só teria dado certo neste formato. Por isso, recomendo as duas versões. E a parte boa é "Se enlouquecer, não se apaixone" acabou de entrar pra Netflix ♥.


O mais interessante dessa história é a forma como nos dá esperança. Eu já convivi com pessoas com depressão a vida a toda, inclusive gente muito próxima a mim. É importante que haja obras como essa, que dá a perspectiva de que pode existir mudanças, mesmo que muitos dias sejam mais difíceis que os outros. É ainda mais importante quando vemos um relato de alguém realmente passou por isso. Faço uma referência no passado, porque infelizmente Ned Vizzini realmente se suicidou em 2013, alguns anos depois de ter se internado. O que só reforça a importância da sua obra e que prova o quanto a depressão é um problema sério.



Sandy Quintans
@sandyquintans

Cinematura é a coluna que falo sobre livros que viraram filmes. Há vezes que amo mais a história escrita e outras que acho que a versão pro cinema ficou melhor. Mas uma coisa sempre é certa: eu adoro conhecer duas versões de uma mesma história. Para ver outras edições, só clicar aqui

quarta-feira, 13 de abril de 2016

6 documentários da Netflix pra você repensar consumo

6 documentários da Netflix pra você repensar consumo
Netflix está aí pra provar que amor existe, né gente? E no meu caso, é amor em forma de documentários, o que acabou me ajudando a repensar um monte de coisas. Eu tenho acompanhado vários longas que debatem temas ligados ao nosso estilo de vida. Vocês sabem, há alguns meses estamos falando de como estamos comprando menos coisas, pensando em reaproveitamento e em uma moda mais prática. Então, resolvi fazer uma listinha com algumas das coisas que assistir por lá e que me ajudaram: 


1. Cowspiracy

Como o próprio nome sugere, este documentário fala sobre uma possível conspiração para proteger a indústria da carne. Ele questiona sobre como falamos tanto de aquecimento global e emissão de gases de efeito estufa, sem que a produção de proteína animal seja colocada na conta – apesar de ser comprovadamente uma das maiores poluentes. Ele também mostra que a produção de forma sustentável pode ser muito boa para o planeta, mas que é inviável.


2. True Cost 

Este pode ser o mais importante da lista, porque ele discute os impactos da indústria da moda no ambiente. Desde a produção de lixo, incentivada pelos fast fashion, até a forma como as roupas são fabricadas em países pobres e sem as mínimas condições para os trabalhadores. Esse realmente vai te fazer pensar melhor na hora de comprar uma peça nova.


3. No Impact Man

O filme mostra uma família que decidiu viver sem causar impactos no meio ambiente. Eles passam a reduzir, e até zerar a produção de lixo, desligam a eletricidade, se locomovem de bicicleta e comem apenas alimentos orgânicos. Acredite, tudo isso é um desafio muito complicado de se fazer com o nosso atual estilo de vida.


4. Iris

Apesar de não tratar de conscientização diretamente, o filme é muito inspirador por tratar da vida de uma das maiores fashionistas de todos os tempos. A relação que ela tem com a moda é muito interessante, ainda mais que ela é conhecida por garimpar e pechinchar por suas peças como ninguém. Ela pode nos ensinar a nem sempre aceitar a primeira oferta, né?



5. BlackFish

Este documentário chegou a ser indicado ao Oscar e fala de uma forma diferente de consumo. Ele mostra a história do parque mundialmente famoso SeaWorld e sobre como as baleias vivem em cativeiro. Mostram desde a caçada dos filhotes nos anos 1960 até todos os casos de mortes de treinadores e as péssimas condições nos cativeiros. O documentário causou tanto impacto, que o SeaWorld teve que fazer uma série de modificações e muitas pessoas passaram a boicotar o parque. Mas não apenas nos faz questionar parques aquáticos, como todas as atrações que usam amimais.


6. Living on One Dollar

O filme fala sobre dois amigos que decidem viver com apenas um dólar por dia. A jornada se passa na área rural da Guatemala e a parte mais legal é que além de aprenderem a viver apenas com o mínimo e desenvolver grande parte das coisas necessárias, ainda aprendem com as dificuldades daquele povo, totalmente fora da realidade deles.


Bônus - The Future Fashion 

Ficou impossível deixar de colocar a série  para o Youtube desenvolvida pela Vogue Britânica que fala sobre o futuro da moda. Nos vídeos, a queridinha Alexa Chung entrevista diversos profissionais da indústria, desde estudantes, passando por estilistas, até jornalistas pra mostrar como tudo funciona e realmente debater a importância da moda. O único contra é que não tem legendas, mas se você tiver um conhecimento básico de inglês, vai conseguir entender boa parte. É uma série incrível que já teve duas temporadas, uma na Inglaterra e outra em Nova York.



Sandy Quintans
@sandyquintans

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Joana leu: Loving the band, Emily Baker

Joana leu: Loving the band, Emily Baker
"E se você entrasse na vida da boy band dos sonhos de toda garota? Quando Jess e sua melhor amiga, Tegan, conhecem pessoalmente o The Only Truyh, a boy band mais badalada do momento, não imaginam o tamanho da aventura em que vão se meter. Jess começa a se envolver não apenas com um, mas com dois dos meninos da banda. Um é amigável e conquistador, e o outro é sério e mais fechado. Como decidir, se ambos são gatíssimos e carinhosos? Por tudo isso, ao final das férias, Jess se vê obrigada a tomar a maior decisão de sua vida."



Comprei esse livro numa ótima promoção, só porque li a sinopse e vi que era uma daquelas estórias beeem teen, que eu adoro. Durante a leitura essa primeira impressão se confirmou, mas eu não imaginava que seria tão simples.

A jovem Jess está de férias na casa de seu pai em Londres, junto com sua melhor amiga, Tegan. Numa noite em que saem para jantar se deparam com um grupo de garotos lindos e simpáticos, de quem acabam se aproximando por causa de um incidente. A princípio, Jess não sabe que se trata de uma super boy band. Logo ela se interessa por Shaq, e parece que os dois vão ficar, até que outro menino da banda, Riley, se aproxima dela e acaba atrapalhando a investida do amigo.

Jess passa muito tempo com eles, e mesmo estando com Riley, seu coração tem uma quedinha por Shaq, que fica o tempo todo por perto, observando e esperando, enquanto o amigo fica com os beijos e os abraços. Praticamente todo o enredo gira em torno desse triângulo amoroso adolescente e da decisão que Jess tem que tomar. Será que ela vai escolher a doçura de Shaq ou a ousadia de Riley?

Para uma leitura de entretenimento, o livro cumpre sua função. A escrita bastante simples, o vocabulário utilizado é muito básico. O ritmo narrativo intercala momentos dinâmicos, onde tudo acontece rapidamente, e outros mais lentos, principalmente quando Jess reflete sobre as atitudes dos seus dois pretendentes.

Os personagens são tão profundos quanto se pode esperar de uma estória que era uma fancfic, escrita por uma pessoa com pouca experiência.  Pelo que eu soube depois de terminar a leitura, a autora é muito fã da banda One Direction, e uma de suas fanfics inspiradas neles fez tanto sucesso que virou esse livro. Nada contra escritores inciantes, afinal, todos têm que começar de algum lugar, mas a realidade é que a maioria dos primeiros trabalhos de alguém é mais fraco que o restante de suas criações, pois só se aprende a escrever escrevendo. Na verdade o enredo é bem simples e não há reviravoltas ou surpresas que possam mudar o destino dos personagens. Quase não temos descrição de cenários, pois a autora prefere focar no relacionamento entre as meninas e a banda, e suas dúvidas e desejos adolescentes.

Não é uma leitura perdida, pois como já disse, ela serve para entretenimento. É possível ler o livro em poucas horas, por seu tamanho e também por sua simplicidade. Mesmo não sendo uma leitura que vai ficar entre as mais marcantes da vida, é um livro gostoso de ler, e vale pela nostalgia da época de adolescente, afinal, que menina nunca foi caidinha por uma boy band de sucesso? (eu ainda sou!)


Loving the band
Emily Baker
editora iD
200 páginas
Joana Masen
@joana_masen
Copyright © 2017 Pronto, usei!