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segunda-feira, 30 de abril de 2018

6 coisas que não consigo parar de amar

6 coisas que não consigo parar de amar
Já faz algum tempo que estou com vontade de fazer um post com algumas indicações de coisas que estou amando, mas que não necessariamente eu queira escrever um texto completo. A ideia é trazer coisas bem aleatórias, sem muita regras. Então resolvi unir algumas coisas que estou amando muito em um post só:

Poster lindo do lofidreams à venda aqui

Call me by your name 


Desde a maratona do Oscar, eu tenho me dividido em assistir repetidamente Lady Bird (que já escrevi aqui sobre) e Call me by your name. Eu não consigo superar meu amor por esse filme, não só porque ele é maravilhoso, mas também porque ele é sensacional. Eu gosto de tudo nessa obra prima, a fotografia, a atmosfera, o roteiro, os atores, a trilha sonora. É um casamento perfeito de todos elementos que formam um filme. 


Beyoncé no Coachella 


No dia seguinte ao show da Beyoncé no festival de Coachella a gente não conseguia parar de falar em outra coisa. Essa mulher é um tiro, né? Quando nós achávamos que ela tinha chego ao seu auge, ela vai lá e faz de novo três vezes melhor. Fiquei impactada com a performance nesse show por ser a mistura perfeita entre a era pré-Formation e a atual – isso sem contar aquele banda maravilhosa! Infelizmente não vai ser muito fácil achar os vídeos completos dessa apresentação, mas faça um favor a você mesmo e assista pelo menos a trechos.


Wild wild country 


O que eu vou dizer pode ser meio esquisito, mas meu gênero preferido de séries são as documentais e acho que devemos muito disso a Netflix. Basicamente, eles mostraram pro grande público que documentário não necessariamente tem que ser entediante. Um dos mais recentes triunfos nesse sentido foi a série Wild wild country, que acabei de terminar de assistir nesse final de semana. É um documentário com uma história meio bizarra, com um roteiro bem escrito e completamente envolvente. 


Chef’s Table 


Ainda na onda das séries documentais da Netflix, essa é uma obra prima pra todos aqueles que são apaixonados por comida como eu. Eles acabaram de lançar a quarta temporada sobre confeitaria, que tem como único defeito só ter quatro episódios. Basicamente, eles retratam o trabalho e carreira de um chef de cozinha a cada episódio, geralmente reconhecido mundialmente por fazer algo extraordinário. Inclusive, em uma das temporadas tem um dedicado exclusivamente a Alex Atala, que ficou sensacional.


Doma Arquitetura   


Essa pode ser uma indicação meio fora da curva, mas eu sou maravilhada por esse canal. Depois que eu descobri, fiz maratona de todos os vídeos, porque é tudo tratado de forma leve, divertida e extremamente informativo. Não tenho nenhuma intenção em engajar numa obra nem tão cedo, mas as dicas são maravilhosas e agora sei várias coisas sobre acabamento e projetos. Se você se interessa por arquitetura, talvez esse seja o seu canal da vida. 


Os looks do Harry Styles


Não é segredo que Harry Styles é o meu crush. Grande parte desse sentimento está ligado ao guarda-roupa sensacional dele, já que ele não têm medo de quebrar rótulos de gêneros, misturar texturas e coisas ousadas. E agora que ele está em tour, cada dia que eu abro o Twitter é um tiro novo me esperando com um look, todos bem temáticos com os países que ele tá visitando. Adoro como ele se joga em cores, estilos e não tem medo de errar, mesmo que de vez em quando as escolhas pareçam duvidosas – mas nunca são. Um minuto de silêncio para os looks de Harry Styles e sua banda, por favor:


Sandy Quintans
@sandyquintans

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

The end of the f***ing world e o resgate do universo indie

The end of the f***ing  world e o resgate do universo indie
Mesmo que eu seja uma defensora dos filmes, nem mesmo eu consigo negar que estamos vivendo tempos brilhantes no quesito séries. Deve ser exatamente por isso que tenho assistido tantas ultimamente. Acho que nunca antes tivemos tantas produções interessantes e temas importantes abordando coisas que, ás vezes, os longas metragens não conseguem alcançar. Em meio a tudo isso, sempre surgem produções que são mais despretensiosas que acabam aparecendo ali pra acompanhar num dia que você esteja procurando algo diferente, sabe? 


The end of the f***ing world, da Netflix, é uma dessas séries curtinhas, bem produzidas pra você assistir de uma só vez. Ela não é feita pra ser a melhor coisa que você já viu na vida e não tem a menor pretensão de ser. Acredito que, justamente, por isso é que ela se dá liberdade de tentar coisas mais incomuns, combinando um mix de indie-rock com country americano, com uma temática super estadunidense e um humor bem britânico. 

James é um garoto que tem certeza que é psicopata e ele sente que está pronto pra encarar o próximo passo, que é matar uma pessoa. Já Alyssa é uma menina que se sente incompreendida e acha o mundo o saco, o que a acaba atraindo a fazer amizade com James, a única pessoa que parece ser um pouco fora da caixinha que ela conhece. Dessa aproximação, acaba surgindo o plano de fugir juntos e viver um pouco, enquanto que pra James essa parece ser chance ideal pra matar Alyssa. 


O que eu gosto muito dessa sinopse é que é uma produção em que a gente espera que seja americana, mas como a série é britânica, dá um toque esquisito pra como ela é contada. Inclusive, essa é uma brincadeira do roteiro, tanto com a trilha sonora, com a estética da fotografia e também dos próprios diálogos. A própria Alyssa comenta que “isso não é um filme, porque se fosse, estaríamos nos Estados Unidos”. Outro ponto positivo da série fica por conta da edição que torna tudo muito dinâmico e traz um humor bem sutil para as coisas. 

Tenho uma queda por histórias que usam dos roteiros surreais pra falar de coisas muito humanas. O comportamento bizarro desses adolescentes, na verdade, é mais uma oportunidade pra falar sobre traumas e depressão. Afinal, eles não chegam até essa fase de desesperança sem algo que os levasse até esse momento, situações que vamos descobrindo ao longo dos episódios e só por fim nos faz sentir empatia por esses personagens, que nada mais são que anti-heróis. 


The end of the f***ing world é uma série pra quem gosta de humor mais dark, mas também é uma boa pedida pra aquela tarde que você tá meio entediado e afim de ver uma coisa diferente, porque no mínimo será interessante. Ah! e a série já está confirmada para a segunda temporada.



Sandy Quintans
@sandyquintans

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Cinematura - Girlboss

Cinematura - Girlboss
Conheci a Sophia Amoruso há alguns anos em clube do livro, quando a leitura do mês era o famoso Girl Boss. Eu lembro de ter ficado bastante animada com a história da Nasty Gal, apesar de nunca ter me importado com a marca – eu não sou uma pessoa de marcas, vamos ser sinceros. Por isso também, estava bem animada com a produção da Netflix pra uma série baseado no livro dela, que foi lançada na última semana. Assim, não só vamos começar o primeiro Cinematura do ano, como também vamos realizar o primeiro que não é baseado em um filme, mas em uma série. Os tempos mudaram, não é mesmo?


Bom, pra quem não conhece a Sophia ou a Nasty Gal, ela é criadora da marca e uma das mulheres mais poderosas do mundo. Quando estava completamente sem esperanças na vida adulta, um dia ela percebeu que tinha talento pra produção e garimpo de peças e começou a vender roupas vintage repaginadas por um bom preço no Ebay. Isso foi quando a internet estava começando a virar negócio e muita gente ainda não acreditava nas profissões online, pois encarávamos a internet só como ferramenta e não como um modo de realmente ganhar dinheiro.


Depois daquele clube do livro, lembro de ter chamado a Helen no Whatsapp e falado sobre o quanto tinha adorado várias coisas, por existir uma identificação com o que ela tinha feito. Eu dizia que via muito da Sophia nas nossas loucuras de blogs, de garimpar coisas, fazer ensaios malucos, sem recurso algum pelo amor por uma ideia, que é o P! É claro que a diferença crucial entre nós e ela, é que ela é uma das pessoas mais ricas desse planeta, mas não precisamos falar disso, rs. Além disso, a amizade da Sophia com a Anne é muito próxima da nossa, por ser uma coisa de parceria e de abraçar as ideias uma da outra, mesmo por mais maluca que pareça.


Já a série, apesar de ser baseada no livro e por existir as histórias que vemos lá, é muito diferente em proposta. Enquanto que a versão escrita tem uma pegada mais motivacional e inspiradora de como gerar um negócio na internet e toda essa coisa de empreendimento que está na nossa geração, a versão da Netflix é algo mais romantizado e voltado pra outros detalhes da história da Sophia. Por isso mesmo, que em muitos momentos achei ela meio chata, forçada demais e meio mimada – mas talvez seja isso mesmo que ela seja, não é?. Mas ao mesmo tempo, a série não se propõe a contar a história do livro como ela é, pois estamos falando de um formato novo.  


Na série também temos a oportunidade de conhecer mais os personagens que fizeram parte da construção da Nasty Gal, além de entender um pouco sobre as questões mais pessoais que a colocam em determinada posição. Tirando o excesso de loucuras da Sophia, essa versão também tem pontos positivos. Gostei muito do ritmo da série, que é bem dinâmica e não perde muito tempo, além de ter um figurino maravilhoso e uma trilha sonora animadíssima (aproveita pra dar o play aí embaixo).


No final, é uma adaptação interessante e com uma proposta diferente do livro. E mesmo que não seja uma história que vá mudar a sua vida, não deixa de ser uma série pra aquele momento que estiver querendo assistir algo mais leve e dar umas risadas. Por que, afinal de contas, nem tudo precisa ser sério na vida, né?

Sandy Quintans
@sandyquintans

Cinematura é a coluna que falo sobre livros que viraram filmes (e no caso de hoje, que viraram séries). Há vezes que amo mais a história escrita e outras que acho que a versão pro cinema ficou melhor. Mas uma coisa sempre é certa: eu adoro conhecer duas versões de uma mesma história. Para ver outras edições, só clicar aqui. 

terça-feira, 18 de abril de 2017

O final de Girls e uma história sobre amadurecimento

O final de Girls e uma história sobre amadurecimento
Eu lembro perfeitamente quando estava escrevendo um texto recomendando Girls, da HBO, aqui no blog, lá em 2013, quando vivíamos a segunda temporada. No último domingo (16) chegou o dia de dizer adeus pra série, depois de seis temporadas de muita loucura. Mas não estávamos prontos pra isso. O curioso foi que várias vezes ao longo dessa jornada eu pude imaginar que ali poderia ser um final, mas quando ele aconteceu eu não me senti pronta.


Essa é a coisa mais legal que Girls nos deu nesses últimos anos: aquilo que você não quer. Não é uma série que vai entregar o caminho mais fácil e por muitas vezes a vida de Hannah, Marnie, Jessa e Shoshana beira o surrealismo. Mas no final nós entendemos que a história dessas mulheres era uma sobre amadurecimento, o que não é fácil e nem simples. Nunca foi a pretensão de Lena Dunham entregar algo que fosse óbvio, mas sim o de contar a louca jornada é que pertencer a essa geração e esse sentimento de que estamos todos perdidos, por saber que podemos fazer muito mais do que os nossos pais puderam. E isso também foi o que plantou o sentimento da dúvida: que legal que temos a oportunidade de fazer tudo isso, mas o que eu faço agora?


Eu também escrevi que Girls não é uma série pra todo e acho que não é nada que ninguém tenha a obrigação de assistir ou gostar (não vai mudar a sua vida). E acho que todas as críticas que recebeu ao longo desses anos é completamente válida, como por exemplo, por ser uma história de feminismo branco. Além disso, as personagens são difíceis de digerir e vira e mexe você aprende a lidar com o ódio em relação a uma pessoa diferente na história. Não é uma jornada tranquila. Eu mesma confesso: quis abandonar por diversas vezes e sempre me perguntava qual a razão pra encarar a bizarrice que ela pode ter algumas vezes. Porém, Girls abriu portas pra diversas discussões e pra produções que tinham o propósito de sair do lugar comum. Além de ser mais uma oportunidade pra falar sobre as nossas histórias, as das mulheres.

O curioso foi que quando a série estava em seus primeiros passos, comparávamos com uma versão moderna de Sex And The City e hoje essa afirmação nunca esteve tão longe da verdade. No início, o que era uma coisa meio comédia da vida pós-faculdade, tem uma mudança incrível de perfil da história na terceira temporada e um auge na quarta – seguida por questões importantes na quinta e sexta – foi quando eu comecei a realmente entender a razão da importância da série.


Girls veio nessas últimas seis temporadas propor a liberdade e quebrar ideias pré-concebidas de amor e amizade que queríamos carregar quando aquilo já não fazia mais sentido. É sobre aceitação e a ideia de que as coisas não são do que jeito que nós queremos, vamos aprender a lidar com esse fato. E a melhor mensagem de todos: estamos todos meio que sem saber o que fazer com as nossas vidas, porque a vida adulta é o maior conto de fadas que nos contam na infância, mas não há nenhum problema em tentar descobrir a resposta pra essa pergunta. Mesmo que algumas vezes a gente tenha que desistir de algumas coisas. 

E agora que entendemos tudo isso, pode ser que tenha sido um bom momento pra dizer adeus pra Hannah Horvath. 


Sandy Quintans
@sandyquintans

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Precisamos falar sobre 13 Reasons Why

Precisamos falar sobre 13 Reasons Why
Não, a Netflix não me pagou pra escrever esse texto. Mas esse final de semana eu peguei uma gripe daquelas bem tensas e por isso fiquei em casa aproveitando minha assinatura e cai em "13 Reasons Why". Eu não sei como comecei a assistir a série, mas o que parecia uma história adolescente ia ganhando uma importância maior a cada episódio e percebi que algo relevante estava acontecendo ali, porque não se tratava de algo que era “apenas legal”, como Stranger Things (que amo), mas algo significante e necessário. Depois de conversar com a Helen sobre essa loucura de dois dias nas nossas vidas, resolvemos que queríamos falar sobre isso aqui no P!.


A série é sobre a Hannah Baker, uma adolescente comum dos Estados Unidos que decide cometer suicídio. Mas antes, ela resolve gravar treze fitas citando motivos e envolvendo pessoas que a levaram se sentir na obrigação de tirar a própria vida.  Em cada episódio, nós conhecemos um novo personagem e qual é a história por trás daquilo. A princípio cada pessoa que entra na soma acaba sendo um estereótipo daqueles de escolas americanas, que envolvem atletas, líderes de torcida e populares em geral, mas no desenrolar da coisa cada personagem ganha profundidade e acabam representando comportamentos que todos nós cometemos na sociedade, quase sempre sem perceber. Principalmente, se estivermos falando de distúrbios emocionais. 

Ainda existem pessoas que acreditam e que colocam esses problemas como frescura ou fraqueza, quando é algo grave que precisa de tratamento e acompanhamento – e isso é algo bastante discutindo na série. Há diversos comportamentos que continuamos reproduzindo, mesmo quando algo não faz o menor sentido, e como a Helen bem lembrou, acabamos minimizamos os sentimentos alheios. Não é por que você não sente determinada coisa que deve presumir que outra pessoa se sinta da mesma forma. É pra isso que sentimos empatia, pra nos colocar no lugar do outro e tentar entender.


Outra questão importantíssima colocada na série é a do machismo. Em diversos momentos do desenvolvimento da história são colocadas situações que mostram como as coisas são piores para as mulheres e como ainda continuamos culpando vítimas, apesar de todas as discussões. Acho que todos os episódios é um retrato tão verdadeiro de coisas que acontecem o tempo todo, que chega a ser um tapa na cara em nós como sociedade. 

Também é um reflexo interessante, por não colocar as pessoas como boas ou más, mas apenas como pessoas, que erram, que sofrem, que cometem coisas ruins, que causam coisas boas, com intenção ou sem. A questão toda levantada pela série (juro que não estou te dando spoilers) é que independente de quem somos, o que nos diferencia uns dos outros são as decisões que tomamos e como isso pode fazer diferença na vida de alguém. Inclusive, não fazer nada também pode tornar as coisas pior, simplesmente por recursarmos escutar algo importante ou algo sutil. 


Depois que a série foi lançada, as pessoas criaram uma campanha espontânea no twitter na hashtag #nãosejaumporquê pra falar sobre prevenção de suicídio e coisas que todos nós podemos fazer pra ajudar alguém. Depressão não é frescura. Bullying não é drama. Julgar alguém é inaceitável. Não vou dizer que vai ser fácil, mas assistam "13 Reasons Why"(e se quiserem também há o livro que inspirou a série, escrito por Jay Asher). É aquele tipo de história que vai te fazer remoer o que aconteceu, porque no fim a gente percebe que a Hannah é alguém que a gente conhece, alguém próximo, e que pode estar precisando de você.




Sandy Quintans
@sandyquintans

quinta-feira, 24 de março de 2016

6 coisas que aprendi com The O.C.

6 coisas que aprendi com The O.C.
Quando estava com meus 13 para 14 anos, o SBT era a emissora que passava as séries mais legais. Naquele tempo a maioria das pessoas ainda não tinha acesso a TV a cabo, então era assim que conhecíamos o que o resto do mundo estava vendo, como Smallville, Everwood, Família Soprano, e por aí vai. É dessa época que conheci duas das minhas séries preferidas de todos os tempos: The O.C e Gilmore Girls. 


A verdade é que GG eu demorei um tempo pra pegar todas as temporadas e assistir apropriadamente, pois os episódios passavam totalmente picados. Mas The O.C foi uma série que mudou a minha adolescência, coisa que só fui perceber depois de adulta. 

Eu confesso, se começasse a assistir hoje em dia, é provável que achasse um porre. Só que especialmente na fase que estava vivendo, é o que fez toda a diferença, e foi como comecei a perceber que não ser todo mundo poderia ser muito legal também. Por isso, listo seis coisas preciosas que aprendi com a série que retrata a sociedade de Orange County, na Califórnia: 

1. Um tal de indie

Lembra que eu falei que a série mudou a minha adolescência? Foi por causa da música. Estávamos vivendo em uma época que não tínhamos downloads e conhecer bandas novas era uma tarefa árdua, que quase nenhum de nós enfrentávamos. Quando uma série de TV adolescente te entrega toda aquela maravilha que foi o início da fase indie, aquilo transforma a vida.


Ali nós encontrávamos coisas como Oasis, Rooney, Coldplay da fase boa, The Killers, Keane, Super Furry Animals, e claro, Death Cab For Cutie. Poderia ficar horas listando todas as bandas que entraram na nossa vida por causa de The O.C., mas aconselho a ouvir a playlist abaixo:


2. Os tímidos são muito mais interessantes

Também foi ali que percebi que ser tímido, na verdade, poderia ser um triunfo. Eu fui uma daquelas pessoas que tinha tanta vergonha de qualquer coisa, que pedir pão na padaria era um problema. Mas a sorte é que descobri que Seth Cohen, um tímido declarado que era o melhor personagem da série e crush de metade das adolescentes que assistia a série. Foi assim que percebi que tudo bem, todos nós podemos ser interessantes.


3. Nós podemos nos permitir 

Uma das maiores lições da série é aprender a se permitir. O tal "estranho no paraíso" que o SBT incluiu no título pro Brasil se referia a Ryan, um adolescente problema que aparece em Orange County e é adotado pela família de Seth. Apesar de Ryan ter passado por muitos problemas, ele mostra pra todo mundo que ele tem um coração enorme e que só precisava de uma família e todo o amor que ela pode proporcionar ♥


4. Dinheiro definitivamente não é tudo

Apesar da série ser em Orange County, ela retrata aquela sociedade como uma forma de crítica. Logo no início da história, a gente percebe que todo aquele glamour é só indício de que existe algo de muito podre no reino da Dinamarca. Definitivamente, dinheiro não é tudo.



5. Sonhos podem ser tornar reais 

Seth, aquele garoto tímido, zoado pelos colegas por ser esquisito e que só consegue fazer amigos quando Ryan é adotado pela família, alimenta um grande sonho: namorar a Summer. Em outro planeta, ela definitivamente nem olharia pra ele, mas eles se tornam o melhor casal da série. Nós já shippávamos eles, sem nem saber o que isso significava. Sem dúvida, uma das melhores partes da série.


6. Seth Cohen pode ter atrapalhado meus relacionamentos na adolescência

É claro que isso é uma zueira. Mas ter como parâmetro um cara interessante e mala como o Seth Cohen na minha série preferida, fez com que elevasse meu padrão de meninos que me interessava. É por isso também que grande parte dos meus relacionamentos foram platônicos. Na vida real não dava pra encontrar caras que gostavam de bandas interessantes e quadrinhos, a coisa era mais ligada a futebol, algo totalmente contrário à filosofia Seth Cohen de ser.



E pra você, quais foram as melhores coisas de The O.C? 

Sandy Quintans
@sandyquintans

terça-feira, 2 de julho de 2013

10 motivos para amar (ou odiar) Girls.

10 motivos para amar (ou odiar) Girls.
Eu demorei um tempinho pra começar a assistir Girls e confesso que sou sempre relutante em assistir uma série nova.  O resultado é completamente previsível e sempre segue dois caminhos:
1- Se você acompanhar a série enquanto está sendo exibida, vai ficar se matando de curiosidade para o próximo episódio toda semana,
2- Se assistir depois de encerrada, nunca mais vai conseguir sair de casa até terminar todos os episódios e se sentir órfão de série. 
E sempre é um caminho sem volta. Por isso, pensei seriamente se Girls seria uma boa ideia pra mim.


A minha vontade de assistir a série nasceu das dezenas de textos que li falando sobre a trilha sonora. Eu tenho uma queda considerável por trilhas sonoras, e isso eu não posso negar. Depois, li outras dezenas de resenhas negativas sobre a série. Algumas diziam que era Sex and the City às avessas, outras que o roteiro era fraco. Tudo isso só aguçou minha vontade de conferir e tirar minhas conclusões.

A série é comparada com Sex and the City porque se trata de quatro amigas que vivem em Nova York, assim como a turminha de Carrie. Mas digamos que a realidade delas é bem diferente, e por mais que eu adore Girls, nenhuma série de quatro amigas em Nova York será tão boa quanto Sex and the City. Dito isso, vamos para a minha listinha sobre porque assistir (ou não) a Girls:

1 - Realista 

Vale dizer que esse realista, nem chega a ser tão realista assim. Mas Girls é sobre garotas normais, que se ferram como todas as outras garotas do universo, mesmo morando em Nova York e mesmo sendo uma série. Lá não existe idealização de sexo e amor. É tudo como deveria ser. É feminista sem se preocupar em ser. Pra quem está cansado de ver séries que valorizam um padrão que não existe, está no caminho certo.


2 - Lena Dunham

Lena Dunham é roteirista, diretora e atriz principal da série. E sinceramente? Ela é ótima. Ela conhece as fraquezas dela e usa isso a seu favor. Recebeu vários prêmios pela série e muita gente ficou de cara com isso. Mas não entraremos nesse mérito. 


3 - Trilha Sonora

De fato, a trilha sonora é ótima e fica melhor na segunda temporada. Quanto à isso, todos os textos que li estavam certos.

4 - Sem glamour

Se você espera uma série cheia de glamour e festas de Nova York, definitivamente essa não é pra você. A série é completamente sem glamour, como disse no primeiro tópico, é bastante realista. E achei que isso tem o seu charme.

5 - É bizarro

Sem dúvida, essa é uma série bizarra, talvez uma das mais bizarras que já acompanhei. É uma série que te faz adorar pessoas feias. (Nada contra pessoas feias, mas pense que estamos falando de televisão, onde todo mundo é bonito e todo mundo é magro). Sem contar que algumas coisas que acontecem são bizarras e te fazem pensar por um tempinho se você deveria continuar assistir. É uma série que quebra padrões.


6 - Jessa

Meu personagem preferido é a Jessa. Não tenho a menor dúvida. Ela é linda, com todas aquelas tranças maravilhosas e o sotaque britânico. Mas o ponto forte de Jessa, não é a beleza, e sim a espontaneidade. Ela não pensa antes de agir, e se alguém faz isso, ela acha perca de tempo. Os conselhos são sempre os melhores e os mais fora da realidade possível. Te adoramos Jessa <3


7 - Hannah

Hannah é um personagem complexo e tudo gira em torno dela. Apesar de pensar como um ser humano com baixa auto estima, é completamente egocêntrica. A prova disso é que ela é uma escritora que só escreve sobre ela e coisas que tem ligação com ela. Mas é ela quem solta as melhores frases e que nos faz torcer pelos planos mais sem sentido. Essa é sem dúvida uma mente fértil. 


8 - Marnie

Se Jessa é espontaneidade e Hannah é a confusão, Marnie é o pé no chão. É ela quem coloca o grupo nos trilhos, que tem a vida no lugar e carrega a turma nas costas. É a mãe de todas. 


9 - Shoshanna

Shoshanna é fã de Sex and the City. Fala sem parar, quase sempre coisas sem sentido. Mas é engraçada, é muito engraçada. Sabe aquele “seria cômico se não fosse trágico”? Shoshana é assim. 


10 - A vida dá voltas

A melhor coisa em Girls é isso. É uma série que dá muitas voltas e do primeiro ao último episódio (que foi exibido até agora, já está confirmado a 3ª temporada) sua opinião sobre determinado personagem muda completamente. Você começa não gostando muito e quando vê está torcendo e caindo de amores por determinado personagem. É mágico. Aqui, as primeiras impressões não colam. 

Pra quem quiser conferir tudo o que estou falando, a série exibida pela HBO, teve duas temporadas bem curtas e rápidas de acompanhar. 

Sandy Quintans
@sandyquintans

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

The Carrie Diaries

The Carrie Diaries
Há algumas semanas eu venho assistindo “The Carrie Diaries” e estou adorando. Sinceramente, por ser uma fã de “Sex and the city” eu estava com um pouco de receio de assistir, principalmente porque não acho que a série deveria ser parecida demais com a fase adulta de Carrie Bradshaw e muito menos que fugisse demais. Porém, com grande mérito e a dose certa em semelhanças e diferenças, a série ganhou meu coração.

Para quem não sabe ou não acompanha a série, “The Carrie Diaries” conta história sobre a adolescência de Carrie Bradshaw, a mesma personagem de “Sex and the city”. Assim como a antiga série com Sarah Jessica Parker, a versão adolescente também foi baseada nos livros da Candace Bushnell, que infelizmente nunca li (mas, a Helen sim!). Entre romances, conversas entre as amigas e problemas de família, a série é sobre o início do caso de amor de Carrie e a ilha de Manhattan, moda e encrencas. 
A série que traz AnnaSophia Robb como protagonista da versão adolescente, se encaixou perfeitamente ao papel. Inclusive em muitos momentos conseguimos enxergar nossa velha conhecida Carrie na jovem atriz. Quanto ao figurino, devo dizer que é uma atração à parte, já que é ambientada no anos 80, uma fase de explosão e exageros (embora, eu duvide às vezes que uma adolescente dos anos 80 se vestiria como a Carrie). Outra atração imperdível, sem dúvida, é a trilha sonora. É ótima! Dá até vontade de levantar do sofá e dançar junto, porque sem dúvida o espírito desta década tão brilhante, está ali. 
É claro que acabamos sentindo falta das amigas mais velhas da Carrie (quem não ama a Samantha, né?), mas a amizade também é assunto presente, assim como relacionamentos e encontros tão presentes na antiga série. 
“The Carrie Diaries” estreou no dia 14 de janeiro nos Estados Unidos, mas aqui só chega em 20 maio pelo Boomerang. Se você, assim como eu, não consegue esperar, já tem pra baixar. Se joga!

Sandy Quintans
@sandyquintans

domingo, 15 de janeiro de 2012

Jane By Design.

Jane By Design.
Quem me conhece sabe que adoro séries e que acompanho várias. E essa semana terminei de assistir todos os meus seriados preferidos e fiquei super carente, sentindo falta de ter o que acompanhar. Foi aí que uma amiga de Facebook me falou sobre Jane By Design. À princípio não me senti atraída pelo nome, mas fui pesquisar e assisti os dois primeiros espisódios e me apaixonei!
 A série gira em torno de Jane Quimby, uma típica adolescente americana, ignorada por quase todo mundo no colégio. Ela mora com o irmão, Ben, que passou a ser o seu tutor desde a morte do pai. A mãe ninguém sabe por onde anda. A vida de Jane muda quando ela descobre uma vaga de estágio na área de Moda ( sua paixão ) e se candidata. Só que na entrevista ela é confundida com uma candidata para uma vaga efetiva. Gray Chandler Murray, interpretada por ninguém menos que Andie Macdowell, a chefona antipática ( bem ao estilo Miranda - aquele Diabo que usa Prada, sabe?! ) acaba gostando de Jane e a contrata.  Mesmo com a carinha de criança, todo mundo acredita que ela é maior de idade. Agora a menina precisa se dividir entre sua vida de adolescente e a de jovem assistente no emprego dos sonhos. Seu fiel escudeiro, Billy Nutter, é o único que sabe de tudo e sempre está por perto pra ajudá-la. 

A série é cheia de clichês? Sim! Mas ganha pontos por ter personagens tão adoráveis. É impossível não se apegar a Jane e torcer pra que tudo dê certo!
O figurino, assinado pela stylist Olivia Miles é incrível! Eu usaria TODAS as roupas. Todas as peças tem um Q vintage e retrô. Jane abusa de saias volumosas e curtinhas, blusas de babados, estampas de bolinhas, flores e frutas ( tudo bem ao estilo pin-up), meia-calça e cintura quase sempre marcada por um belo cinto.
Assistam o trailer, depois assistam a série e venham aqui me contar o que acharam, ok? Aposto que vão amar. Super recomendo!


Helen Quintans
@helenquintans

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Fashion Lost

Fashion Lost
Hoje estreia na AXN a temporada final de Lost e a expectativa é grande. Foram 5 temporadas tentando desvendar os mistérios da Ilha, e espero sinceramente que a última seja realmente esclarecedora... rs...rs...
Lost, recentemente, serviu de inspiração para a Nike que lançou uma coleção baseada na cultura pop e os programas de TV. Foram dois modelos inspirados na série: um com as cores da Oceanic Airlines e outro baseado no desenho da Iniciativa Dharma, trazendo na parte traseira a palavra "shoes", fazendo referência a todas as coisas que estão etiquedas com o nome do objeto e de cor bege, como o do uniforme da Iniciativa.

Vários estilistas criaram camisetas bem humoradas e muito criativas, que revivem os melhores momentos da série:
Então hoje, as 21h na AXN, vamos começar a decifrar definitivamente os enigmas de Lost. Quais são as suas teorias?

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