quinta-feira, 27 de março de 2014

Joana leu: Blecaute, de Marcelo Rubens Paiva

Joana leu: Blecaute, de Marcelo Rubens Paiva
Blecaute
Marcelo Rubens Paiva
editora Brasiliense
208 páginas
"Três amigos - os inseparáveis Rindu e Mário, mais a estudante de Letras, Martina - saem em uma expedição às cavernas do Vale do Ribeira. A aventura desanda em desastre. Após um cochilo num dos salões da Gruta da Rainha, os exploradores se veem presos na caverna. Um dos riachos internos enche e bloqueia a saída. Sem saber o que fazer, Rindu, Mário e Martina aguardam as águas baixarem. Três ou quatro dias depois, eles conseguem emergir da caverna para fazer uma absurda constatação: todas as pessoas à sua volta viraram 'duros', paralisados como estátuas de cera ou bonecos de plástico. Um estranho fenômeno ocorreu e os três se tonaram os únicos habitantes vivos no planeta."

Logo no início do livro, o autor explica que se inspirou no antigo seriado "Além da imaginação" para escrevê-lo, e só com o decorrer da leitura é que podemos entender porque: tudo aqui é muito absurdo, mas com uma capacidade de nos fazer confrontar a realidade e nossa importância no mundo.

Depois de uma expedição a uma gruta, os amigos Rindu - que narra a estória -, Martina e Mário voltam para São Paulo e já na estrada começam a perceber coisas estranhas: caminhões atravessados na pista, nenhum movimento de veículos... até que chegam a cidade e contatam que todo mundo está paralisado, como que plastificado, e eles são os únicos seres vivos restantes.

Durante algum tempo eles esperam algo mudar e procurar por respostas, ou por mais sobreviventes, mas não encontram nada, então resolvem aproveitar as oportunidades que aquela imensa cidade lhes oferece. Entram em hotéis de luxo, catedrais, museus e até batalhões da polícia, ao mesmo em que têm esperança de encontrar alguém vivo, vão pegando algumas coisas e destruindo outras.

O trio acha interessante quando percebem que os animais não foram afetados pelo fenômeno, já que veem ratos, gatos, cachorros e pombos soltos pela cidade. Num certo momento, até um puma aparece. Eles decidem se mudar para uma grande casa na Avenida Paulista e passam a viver ali, tentando parecer normais, mas isso era difícil, já que para todo lado que iam, as pessoas paralisadas lhes lembravam do que estava acontecendo.

Nem só de drama viveram os três amigos, eles também se divertiram bastante. Martina tomou conta de uma rádio durante um tempo, de onde tocava várias músicas e tentava passar algumas notícias. Mário, já mostrando instabilidade emocional, recolhia armas na ROTA e no exército e reforçava a segurança da casa, quase transformando-a num bunker. E Rindu gostava de passear pela cidade e imaginar as histórias das pessoas que estavam duras, mas sempre questionando sua própria existência e o por quê de tudo aquilo. 

Num dos momentos mais descontraídos do livro, Mário diz a Martina que fará tudo o que ela desejar e ela pede para que ele derrube a antena da Rede Globo na Paulista. Eles sobem no prédio, enchem uma coluna de explosivos e a antena cai. Em outro dia, Mário e Rindu usam um caminhão de bombeiros para tingir a mesma avenida de vermelho, como que marcando seu território e mostrando que podiam fazer tudo o que quisessem, já que eram os únicos na cidade.  

Em meio a essa busca por sobreviventes e a luta pela própria vida, começaram a surgir os conflitos entre eles: Mário e Martina eram namorados, mas viviam brigando e se desentendendo, e Rindu era muito tímido e tinha uma certa tendência à depressão. Muitas vezes Mário saiu da casa e passou algum tempo fora, deixando os amigos sozinhos, e quando Martina sugeriu que eles tivessem filhos e repovoassem a terra, ele achou um absurdo. Aos poucos a menina ia ficando mais próxima de Rindu, que era mais sensível e a entendia melhor, e, apesar de Mário muitas vezes demonstrar que não dava a mínima para ela, ele começou a sentir ciúmes.

Claro que o que afastaria os amigos seria um triângulo amoroso, meio desajeitado, e que despertou a ira de Mário. Ele se afasta mas não consegue aceitar a proximidade de seu amigo com Martina, e os ataca. Rindu se defende e Mário some. Como são melhores amigos desde a infância, ele acaba saindo a procura de Mário, lembrando de coisas que já tinham vivido e de lugares onde já tinham passado, e a estória vai caminhando para um final curioso.

O livro tem diálogos interessantes, que podem não parecer muito profundos, mas que questionam inteligentemente a rotina de trabalho, os estudos, a família, quem somos e o que fazemos, percebendo que tudo pode acabar em um segundo e nada disso terá importância. É aqui que fica claro o talento do autor em nos conduzir para uma estória absurda, mas carregada de reflexão sobre nossos valores.

O final é brilhante, e cada leitor pode fazer sua própria leitura do significado de tudo aquilo que viveram Rindu, Mário e Martina.

Joana Masen
@joana_masen

quarta-feira, 26 de março de 2014

Playlist do P! - Atrizes e Cantoras

Playlist do P! - Atrizes e Cantoras
No último domingo, o Fantástico veiculou uma entrevista da Scarlett Johansson e comentaram sobre os trabalhos dela como cantora. Nós a ouvimos já há um bom tempo e isso acabou dando uma ideia pra uma playlist, afinal tá cheio de atrizes que se arriscam na carreira de cantora. Por isso fizemos uma seleção de algumas atrizes que soltam a voz entre um trabalho e outro.  E olha, são tantas que já dá pra fazer uma Parte 2 dessa aqui. Umas são mais conhecidas, outras nem tanto, e algumas até fizeram apenas pequenas participações (como a Carey Mulligan, que está sempre cantando em filmes, mas que nunca lançou nada próprio). Vem dar play:
1. Marjorie Estiano - Tatuagem
2. Olivia Newton John - Hopelessly Devoted To You
3. Scarlett Johansson (feat. Pete Yorn) - I don’t know what do
4. Zooey Deschanel  (feat. M. Ward) – Black Hole
5. Mélanie Laurent - En T'attendant
6. Carey Mulligan (feat. Belle & Sebastian)– Write about love
7. Mayana Moura - Kitty Cat
8. Miley Cyrus - Wrecking Ball
9. Leighton Meester - A Little Bit Stronger
10. Letícia Persiles  - Confeito Saudade

Sandy e Helen Quintans
@prontousei

quinta-feira, 13 de março de 2014

Joana leu: Deixe a neve cair, de John Green

Joana leu: Deixe a neve cair, de John Green
Deixe a neve cair
John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle
editora Rocco
335 páginas
"Na noite de Natal, uma inesperada tempestade de neve transforma uma pequena cidade num inusitado refúgio para insuspeitos encontros românticos. Em 'Deixe a neve cair', bem-sucedida pareceria entre três autores de grande sucesso entre os jovens, John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle escrevem três hilários e encantadores contos de amor, com direito a surpreendentes armadilhas do destinos e beijos de tirar o fôlego. Comédia romântica com a assinatura de um dos maiores bestsellers da atualidade, o livro é o presente de natal perfeito para os fãs de John Green e de histórias de amor e aventura."

Esse é um livro fofo! Com suas três estórias individuais e que se complementam, ele fala basicamente sobre o amor e sobre como amar pode ser, algumas vezes, um pouco confuso. Usando como mote uma incomum tempestade de neve que deixa uma pequena cidade totalmente ilhada, forçando as pessoas a ficarem dentro de suas casas e fazendo com que aquelas que porventura ainda estejam em locais abertos, passem pelas mais diversas situações tentando se proteger da neve.

O primeiro conto dá o pontapé inicial à estória, quando uma jovem chamada Jubileu precisa fazer uma viagem de trem na véspera do Natal, e se afastar de seu namorado perfeito. Devido a nevasca, o trem é obrigado a parar no meio do trajeto e não tem previsão de quando poderá seguir viagem. Alguns passageiros resolvem descer e ir até uma lanchonete próxima para se alimentarem e se aquecerem. Jubileu está entre eles e é nessa saída que ela conhece Stuart, um rapaz muito atencioso que a convida para passar a noite de Natal em sua casa, de onde poderá ligar para seu namorado e contar onde está.

A partir daí começa uma série de diálogos interessantes entre eles, que vão levando Jubileu a refletir sobre sua vida no último ano, enquanto esteve com seu namorado super popular, e sobre sua verdadeira personalidade; ela vai descobrindo quem realmente é, e o que ela realmente gostaria de fazer de sua vida. Também vemos o romance entre Stuart e Jubileu surgir e se desenvolver, terminando numa entrega verdadeira de ambos.

No segundo conto as líderes de torcida que estavam no trem fazem a ligação com o primeiro, quando o atendente da lanchonete onde elas estão liga para seus amigos exigindo que eles vão até lá e levem um jogo de tabuleiro para que elas possam se divertir. Os meninos Tobin e JP e sua amiga Duke, que estão em casa, protegidos da nevasca e vendo filmes de James Bond, decidem responder ao chamado do amigo e saem de carro em meio a tempestade. Pelo caminho eles encontram diversas dificuldades, que acabam por fortalecer a amizade deles e mostrar que o amor pode nascer de onde menos se espera.

Já na última estória, vemos uma adolescente chateada por ter cometido um grande erro que a fez perder o namorado, e seu desejo de concertar as coisas. Tendo como pano de fundo esse romance, o conto explora o autoconhecimento: enquanto Addie se lamenta por ter perdido Jeb, ela não percebe que outras pessoas também têm seus dilemas e, mesmo depois de suas amigas tentarem alertá-la de seu egoísmo, ela ainda custa a admitir que por pensar que suas vontades e necessidades são mais importantes que a dos outros, ela acaba afastando as pessoas que mais gostam dela.

No processo de conhecimento ela descobre que nem todo mundo está contra ela e que até aquele carinha que ela achava que a odiava, não lhe quer tão mal, só ficou magoado por causa de seu egocentrismo.

Os personagens dos contos anteriores se reúnem nesse último e a estória toda se fecha, sem parecer forçado, e isso deu um toque especial ao livro. Aliás, a construção dos personagens é o ponto forte da estória: eles têm detalhes em suas características que lhes concedem certa realidade, e por isso, eles se aproximam muito do leitor, como se cada um deles pudesse ser um amigo ou um vizinho nosso.

Claro que ter o nome de John Green num livro já chama a atenção para ele naturalmente, mas aqui ele escreve com outras duas autoras que não deixam nada a desejar em seu estilo de escrita e criatividade. Todos os autores conseguiram ligar suas estórias de forma sutil, mas com a importância necessária para que essa ligação não parecesse uma inserção forçada.

O livro é bastante interessante, e como eu disse no começo, é fofo. Com uma linguagem simples, o enredo é voltado para o público jovem, mas, por se tão bem construído e muito inteligente, cheio de momentos engraçados, e com um romance puro e cativante, "Deixe a neve cair" está super indicado a todos.

Joana Masen
@joana_masen

sábado, 8 de março de 2014

Não queremos o dia 8 de março

Não queremos o dia 8 de março
Simone de Beauvoir começa O Segundo Sexo, um das obras feministas mais importantes, dizendo que demorou muito pra escrever um livro sobre mulheres. Ela pontua alguns motivos pra isso, e um deles é, basicamente, porque ser mulher é difícil e falar disso é irritante. Isso foi em 1949, e até hoje é um assunto chato. E acho que é por isso que nós também nunca falamos muito sobre o dia da mulher aqui no P!. A verdade é que preferíamos que esse dia não existisse, porque isso significaria que não precisaríamos lembrar que não vivemos em uma sociedade justa. O dia 8 de março não é uma data pra falarmos das maravilhas de ser mulher (embora tenha suas maravilhas), nem de se sentir homenageada pelas propagandas que incentivam os homens a nos comprarem presentes, flores e chocolates, porque não é isso que o dia 8 de março significa.
Trecho inicial de "O Segundo Sexo"

Aliás, você sabe por que o dia 8 de março foi escolhido como dia internacional da mulher? Uma das razões pode ter sido por um fato que aconteceu em 1857, em que um grupo de 129 tecelãs de Nova York decidiu fazer uma greve pra diminuir a jornada de trabalho de 12 horas para 10 horas, entre outras mínimas reivindicações. A repressão policial foi grande, pra não dizer devastadora, em que elas tiveram que se refugiarem dentro do barracão em que trabalhavam. Pra completar, os donos da fábrica junto com os policiais as trancaram lá dentro e atearam fogo, matando todas as grevistas. É por isso que o dia 8 de março é o dia internacional da mulher.

Geralmente, nessa época do ano, as campanhas e propagandas em comemoração ao dia da mulher nos mostra colorindo o mundo, como mulheres bonitas, bem sucedidas e que estão muito felizes. Mas e se você não quiser ser essa mulher? Se você não quiser ser essa mulher que está sempre em dia com o salão e com a academia? O que a sociedade tem a te oferecer se você quiser ser uma mulher diferente do esperado? Se você quiser ser gay? Gorda? Se você detestar maquiagem? Se não quiser se depilar? Fazer as unhas? Se não souber da última tendência de Paris? Se não quisermos ter um relacionamento com uma pessoa só, mas com várias? E se quisermos ser o que as pessoas não querem? 

Pois é, em 2014 ainda vivemos na sociedade que quer nos separar entre mulheres “pra pegar” e mulheres pra casar. Em que a responsabilidade da criação dos filhos é sempre da mãe. Em que se você sofrer algum tipo de assédio sexual é porque sua roupa estava curta de mais. Aonde mulheres sofrem violência doméstica de seus parceiros todos os dias. No lugar onde é aceitável escutar grosserias de cunho sexual na rua, vindo de estranhos, e isso ainda ser considerado elogio. Em que pagamos menos na balada pra atrair homem pra festa. Que acha que mulher só gosta de futebol pra se “amostrar”. Em que mulher é a responsável pelas tarefas domésticas, mesmo trabalhando fora há décadas. Na sociedade que ainda quer decidir aonde é o “lugar de mulher”. 

Aliás, você sabe aonde é lugar de mulher? Isso mesmo, aonde ela quiser. É por isso também que aqui no blog falamos muito pouco sobre tendência, mesmo sendo um blog de moda. E também porque achamos que é muito chato todo ser igual, se vestir igual, se portar igual. Acreditamos que cada um tem sua personalidade, sua maneira de se vestir e seus gostos pessoais. 

No dia em que nenhuma dessas coisas acontecerem e milhares de outras coisas, o dia 8 de março não precisará mais existir. E é por isso que não queremos mais esse dia.

Pronto, usei!
@prontousei

quinta-feira, 6 de março de 2014

Joana leu: Desastre iminente, de Jamie McGuire

Joana leu: Desastre iminente, de Jamie McGuire
Desastre Iminente
Jamie McGuire
editora Verus
405 páginas
"Travis perdeu a mãe muito cedo, mas, antes de morrer, ela lhe ensinou duas regras de vida: ame muito, lute mais ainda. Tendo crescido em uma família de homens que gostam de jogos e lutas, Travis Maddox é um cara durão. Musculoso e tatuado, bad boy até o último fio de cabelo, ele leva uma mulher diferente para casa a cada noite. Até conhecer Abby Abernathy. Determinada a se manter longe de problemas, Abby resiste com todas as forças ao charme de Travis, sem saber que assim só o deixa ainda mais determinado a conquistá-la. Será que o invencível Travis 'Cachorro Louco' Madoxx vai ser derrotado por uma garota?"

Esse livro não é uma continuação de "Belo Desastre" (resenha aqui) e sim, a mesma estória contada por Travis. Acho interessante esse exercício de inverter o ponto de vista e esmiuçar os pensamentos de um personagem que não era o narrador num primeiro momento, mas está virando modinha. A autora Jamie McGuire conseguiu desenvolver bem essa segunda versão dos mesmos acontecimentos do primeiro livro, mas mesmo assim, ele continuou lento.

Todos os principais conflitos que surgiram quando Abby era a narradora estão presentes aqui, alguns mais detalhados, outros apenas citados, mas em todos eles a visão de Travis é bem diferente daquela que eu imaginava. Ele se descobre um romântico quando se apaixona por Abby, ainda que não queira assumir esse seu lado.

As lutas ainda continuam, há momentos de violência e eles ainda bebem muito - do meu ponto de vista -, mas achei que narrativa num geral ficou focada mais nos sentimentos mais profundos de Travis, coisa que quase não existia em "Belo Desastre".

A mecânica do relacionamento deles é a mesma: se conhecem durante uma luta de Travis, vão ficando amigos por causa da proximidade de Abby com Shapley, primo que divide o apartamento com Travis e namora a melhor amiga de Abby, America. Da amizade vai nascendo um interesse de Travis em Abby, mas ela, aparentemente, não corresponde. E então vem a aposta, que faz com a garota passe 30 dias morando com Cachorro Louco, dormindo na mesma cama que ele, mas evitando qualquer tipo de contato mais íntimo.

É legal ver o que não ficou explícito no primeiro livro, ou seja, o imenso amor que Travis nutre por Abby e o quanto esse sentimento o faz sofrer quando ela vai embora, quando ela dá uma de idiota e tenta se envolver com outro cara pra esquecer Travis e até quando ele descobre que sua possessividade é quase uma doença.

A narrativa continua lenta... a estória tem muitas reviravoltas, mas tudo poderia ser contado com uma dinâmica diferente, que desse mais velocidade ao livro. Eu gosto de romances e ler um onde o narrador é o homem é muito interessante, pois nos aproxima do mito do príncipe encantado, alimentado desde a infância e tão complicado de ser encontrado na vida real, mas esse romance entre Travis e Abby não me conquistou 100%.

Também achei desnecessário o prólogo, com a cena da morte da mãe do Travis, só para inserir na estória uma explicação para a teimosia dele em correr atrás de Abby - a mãe pediu no leito de morte que ele lutasse pela mulher que viria a amar um dia.

O ponto positivo do livro é o epílogo: há uma mudança total no rumo da estória e uma abertura para um próximo livro, que poderá falar de um dos irmãos de Travis, e não apenas do casal. Foi uma ótima tática usada pela autora, mantendo a porta aberta para possíveis continuações com tramas diferenciadas.

Joana Masen
@joana_masen

quarta-feira, 5 de março de 2014

Playlist do P! - Todo Carnaval Tem Seu Fim

Playlist do P! - Todo Carnaval Tem Seu Fim
Como já dizia Los Hermanos, todo carnaval tem seu fim. E o nosso chegou hoje com essa quarta-feira cinza, cinza.  Por isso, nossa playlist de hoje (sim, ainda fazemos nossas playlist, ainda que atrasadas) vem contribuir pra sua fossa. Isso quer dizer que se você estiver de bem com a vida depois dessa playlist vai entrar numa pior de tanta dor de cotovelo. Dedicamos essa playlist especialmente para aquele amor que acabou tão rápido quanto o carnaval: 

1. Bon Jovi – Always
2. Marisa Monte - Depois
3. Adele - Someone Like You
4. Clarice Falcão - Eu Esqueci Você
5. Amy Winehouse – Back to Black
6. Caetano Veloso - Você Não Me Ensinou a Te Esquecer
7. Celine Dion - My Heart Will Go On
8. Adriana Calcanhoto - Devolva-me
9. Harry Nilsson - Without you
10. Los Hermanos - Todo carnaval tem seu fim
Toda playlist boa que se preze, tem que ter um bônus track. A de hoje não podia ser diferente: 


Sandy e Helen Quintans
@prontousei

Resumo do mês: Fevereiro

Resumo do mês: Fevereiro
Vocês se lembram que durante um tempo nós compartilhávamos alguns Resumo da Semana aqui no blog? Acabou que não levamos a coluna à diante, por ser bastante trabalhoso fazer isso durante a semana. Então decidimos fazer um resumo mensal, pra mostrar pra vocês um pouquinho do nosso dia-a-dia e dos nossos projetos, já que quase não temos tanto tempo pra atualizar o P! Agora apresentamos a vocês, o nosso fevereiro. E sim, nós sabemos que fevereiro terminou na semana passada, mas não dizem que o ano só começa depois do carnaval? O nosso março também. Vem ver: 

O Fevereiro da Sandy
O mês foi bastante corrido, mas muito proveitoso. Lá no comecinho do mês participamos do Tarde de Verão e adoramos (compartilhamos tudo o que rolou aqui). Também participei do #FevereiroTigracinha, um desafio de fotos que o site Lomogracinha preparou (inclusive, estamos pensando em preparar um pro P! o que acham?). É por isso até que quase todas as minhas fotos do mês foram para o desafio, e acabou que uma das delas foi selecionada pra galeria quinzenal do site ♥. Basicamente, passei o mês correndo atrás do meu TCC, mas deu pra aproveitar algumas leituras, como Os Filhos de Húrin, do J.R.R. Tolkien (que eu amei, apesar de bem triste) e O Apanhador nos Campos de Centeio, um clássico de J.D. Salinger. Voltei pra adolescência por causa de duas mechas azuis que fiz e comi muita coisa gostosa. Apesar de corrido, até que gostei de você, Fevereiro.

O Fevereiro da Helen
Fevereiro foi um mês movimentado (como se isso fosse algo raro na minha vida). Minha mãe precisou ficar quietinha e de repouso, porque sofreu um acidente doméstico e quebrou o joelho, e eu tive que me desdobrar em três ou quatro (às vezes até cinco! ). Fui à muitos lugares bacanas, procurando locação para um curta metragem, que fiz a Direção de Arte e de Fotografia (gente, sou ou não sou chique demais? haha!).  Comecei a faculdade de Fotografia, conheci muita gente nova. Li bastante, inclusive em inglês (que preciso urgentemente melhorar pra viajar!). Dormi pouco, trabalhei muito e aprendi bastante. Saldo do mês: positivo!

Sandy e Helen Quintans
@prontousei

domingo, 2 de março de 2014

O nosso Oscar 2014: o que achamos dos filmes

O nosso Oscar 2014: o que achamos dos filmes
Todo começo de ano é a mesma correria: é hora de ficar em dia com os filmes do Oscar. No final do ano passado, fiz uma promessa na nossa Wishlist de 2014 (que valia desejar quase qualquer coisa, porque o céu é o limite), de que assistiria aos filmes indicados a Melhor Filme. E o mais legal de ver os filmes dessa categoria, é que acaba sendo os mesmos da maioria das outras categorias importantes, como de atores, diretores e efeitos visuais. É claro que tem um ou outro que também vale a pena conferir mesmo não sendo os mais importantes. Por isso, corri atrás dessa listinha e decidi comentar o que achei dos filmes pra vocês. Importante lembrar que não tenho nenhuma intenção de fazer críticas sérias, por motivos de: é apenas minha singela opinião ♥

Trapaça 

Sinceramente? Não sei definir ainda o que achei desse filme. Na verdade, eu sei: achei supervalorizado. Mas isso não quer dizer que ele não seja bom. É normal, é legal e o elenco é excelente. O que mais gostei foi saber que se trata de uma história real, já que é uma trama no mínimo curiosa. 

Minha nota: (3/5)

Sabe aqueles filmes que te seguram na cadeira e te deixam sem respirar do começo ao fim? É exatamente assim que é Capitão Phillips. É uma mega surpresa Tom Hanks não ter sido indicado. Mas acho que por ele sempre fazer os seus papéis brilhantemente, atuar bem já esperado. O destaque fica por conta dos piratas somalis, que foram representados de forma bastante humana, e não apenas como vilões (acabei me afeiçoando demais a eles, confesso).  

Minha nota: (4/5)


Clube de Compras Dallas

Lá no meio de 2013, quando eu assisti ao trailer já sabia que ia amar. Matthew sempre nos papéis de bonitão e conquistador e: resolveu me dar um tapa na cara, interpretando um sujeito com AIDS e que decide que não quer morrer. Jared Leto me fez chorar. Hora eu não sabia se ficava impressionada com a história ou se com a magreza dos dois. Enfim, estou no time Jared Leto pra coadjuvante, só pelo fato de ser merecidíssimo. 

Minha nota: (4,5/5)


Esse filme foi tão elogiado e na hora em que foi assistir não gostei muito. É filme interessante, e em certas horas dá uma certa agonia, mas confesso que não entendi qual foi a graça dele.

Minha nota: (2,5/5)


Que filme lindo! Tudo é lindo e te dá tantas coisas sobre o que refletir e sobre o que pensar, que é até difícil definir qual é a temática. Joaquin Phoenix está mais uma vez impecável e te faz mergulhar na história do romântico Theodore, que se apaixona por um sistema operacional. Gostaria de vê-lo ganhar algum prêmio importante, principalmente de roteiro original. 

Minha nota:  (4,5/5)

Esse filme foi uma surpresa. Não tinha lido muita coisa sobre ele e conhecia pouco sobre a história, então não estava muito animada pra ver. Grande engano o meu. É emocionante ver a história desse velhinho que resolve fugir até o Nebraska (que é um bocado longe de onde ele mora) pra ganhar o seu milhão de dólares. Depois de diversas fugas, seu filho decide que é a melhor coisa a se fazer é leva-lo até o tal prêmio e os dois embarcam em uma aventura. Como diria a Helen, filmes de velhinhos são sempre bons e nesse caso é emocionante.

Minha nota: (4/5)


Outra velhinha que conquistou meu coração e outra surpresa da lista de indicados. Amei Philomena, amei a história e me emocionei muito com a busca dela pelo filho, após longos 50 anos. Também dá uma aula de jornalismo, além de debater ética. Outro ponto forte, é que tudo é tratado de forma bem leve, apesar da temática séria. 

Minha nota: ♥ (4/5)


Achei o filme excelente e emocionante, vale pena pelas atuações (inclusive minha torcida de atriz coadjuvante vai pra você Lupita ♥). Mas é daqueles filmes que você sabe que é bom, e que responde as expectativas. Depois de morar no Brasil e ver dezenas de novelas e filmes sobre a escravidão, o tema pode ficar um pouco batido. Mas lembrar que a história é real, dá uma toque especial ao filme. 

Minha nota: ♥ (3,5/5)


Martin Scorcese e Leonardo DiCaprio é sucesso na certa. E esse sem dúvida foi um dos filmes mais esperados da lista. É um filme que apesar de bastante longo, quase não se nota e que traz uma história surreal (porém, baseada em fatos reais). Tem umas ótimas sacadas e chega horas que você pensa "se isso não fosse real, definitivamente acharíamos um exagero". E acho que já passou da hora do Léo levar a estatueta pra casa #prontofalei (Mas se o Matthew ganhar vou achar merecidíssimo) 

Minha nota: ♥ (4/5)



Sandy Quintans
@sandyquintans
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